A bancada do PT na Câmara dos Deputados vai apoiar a abertura de investigações parlamentares para apurar possíveis fraudes envolvendo o Banco Master. A decisão inclui tanto uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara quanto uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), com participação de deputados e senadores.
A informação foi confirmada nesta terça-feira (3) pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), que deixa hoje a liderança do partido na Câmara. Segundo ele, os petistas vão assinar o pedido de CPI protocolado pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), que já conta com 201 assinaturas, além do requerimento de CPMI apresentado pelas deputadas Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Heloísa Helena (Rede-RJ).
“Nós vamos assinar tanto a CPI da Câmara quanto a CPMI no Congresso”, afirmou Lindbergh a jornalistas, em Brasília.
Lindbergh destacou que o partido não pretende adotar uma postura defensiva sobre o caso e reforçou que as investigações já estão em andamento por órgãos do próprio governo federal.
“Não vamos entrar na defensiva. É o nosso governo que está apurando, com atuação da Polícia Federal e da Receita Federal. O objetivo é esclarecer tudo, e muita coisa ainda vai aparecer”, disse.
PT rejeita CPI proposta pela oposição
Apesar do apoio às iniciativas no Congresso, o PT não deve assinar o pedido de CPMI apresentado pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ), da oposição. Segundo Lindbergh, a bancada avalia que esse requerimento tem viés político e não contribui para o esclarecimento dos fatos.
Banco Central e governo Bolsonaro entram no debate
O deputado também destacou que a liquidação do Banco Master ocorreu na atual gestão do Banco Central, mas lembrou que a autorização da operação envolvendo o empresário Daniel Vorcaro foi concedida em 2019, durante o governo do então presidente Jair Bolsonaro.
Mudança na liderança do PT
Lindbergh Farias deixa oficialmente nesta terça-feira a liderança do PT na Câmara. Ele será substituído pelo deputado Pedro Uczai (PT-SC), em um sistema de rodízio anual adotado pela bancada. As declarações foram feitas em frente à residência oficial do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), antes da reunião do colégio de líderes.






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