Durante a reunião com os governadores do Consórcio Sul-Sudeste (Cosud), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, expressou sua aprovação à proposta de estabelecer um gabinete integrado e realizar modificações nas leis relacionadas à segurança pública. Além disso, ele indicou a possibilidade de o governo federal colaborar na implementação do projeto pelos estados.
Lewandowski se reuniu com os governadores de sete estados na tarde desta terça-feira (26) para discutir o “Pacto para Segurança Pública”, elaborado em março deste ano pelo Cosud.
Estiveram presentes na reunião os governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos); do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL); de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo); do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB); do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB); e do Paraná, Ratinho Junior (PSD). O único governador que não compareceu foi o de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), que foi representado por sua vice, Marilisa Boehm (PL).
O texto apresentado a Lewandowski inclui quatro propostas a serem implementadas pelos estados:
- Criação de um gabinete integrado e permanente de inteligência;
- Ações conjuntas de capacitação de agentes e ofertas de vagas;
- Aquisição compartilhada de aparatos de inteligência;
- Alterações na legislação, como revisão de requisitos para a concessão de liberdade provisória após audiências de custódia e regulamentação do acesso às informações coletadas no monitoramento de tornozeleiras eletrônicas.
Segundo assessores, Lewandowski elogiou a elaboração do documento, sobretudo o compartilhamento de informações entre os estados, e colocou o Ministério da Justiça à disposição para colaborar com o aperfeiçoamento das propostas.
Os governadores pretendem encaminhar as propostas de alteração no legislativo para os respectivos presidentes da Câmara e do Senado, Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG). O grupo também se reuniu com ambos os parlamentares nesta tarde para introduzir o tema.
A criação de um gabinete compartilhado de segurança foi anunciada em outubro passado. Na ocasião, o Cosud destacou a necessidade de unir forças no combate às facções que atuam em mais de um estado, sobretudo os portuários e fronteiriços com outros países.
Os estados também discutiram a possibilidade de revisão das saídas temporárias de presos, conhecidas como “saidinhas”. No entanto, proposta semelhante sobre o tema foi aprovada pela Câmara na última semana, após ter sido relatada pelo deputado federal Guilherme Derrite (PL-SP), secretário licenciado de segurança pública do governo Tarcísio em São Paulo.
Com informações do Metrópoles.





