Um laudo médico anexado ao processo que investiga a morte do adolescente Rodrigo Castanheira, de 16 anos, concluiu que o jovem morreu em consequência direta dos socos desferidos pelo piloto Pedro Turra. O documento aponta que a causa do óbito foi o traumatismo craniano provocado pelas agressões, e não um possível impacto da cabeça da vítima contra um carro, informa o UOL.
De acordo com o laudo pericial, Rodrigo sofreu múltiplos traumas contusos no lado esquerdo da cabeça após ser atingido por golpes com o punho direito do agressor. As lesões provocaram fratura linear no osso temporal esquerdo, além da laceração de uma artéria, o que resultou em um hematoma epidural. A evolução do quadro levou à compressão cerebral e, posteriormente, à morte encefálica.
“O óbito da vítima foi ocasionado diretamente pela agressão, especificamente pelos múltiplos traumas contusos desferidos pelo agressor com o punho direito contra o lado esquerdo da cabeça da vítima”, diz trecho do laudo médico.
Perícia descarta impacto com veículo
O documento também rejeita a hipótese inicial de que a morte tenha ocorrido após o adolescente bater a cabeça em um carro durante a briga. Segundo os peritos, as lesões identificadas concentram-se no lado esquerdo do crânio, enquanto um impacto contra um veículo normalmente provocaria ferimentos no lado oposto.
Além disso, os especialistas afirmam que as lesões observadas são compatíveis com golpes diretos, e não com ferimentos provocados por contragolpe decorrente de colisão.
Outro ponto destacado pelo laudo é a intensidade do trauma, considerada suficiente para causar fratura craniana. Diante disso, os peritos levantam a possibilidade de uso de algum instrumento, como um soco inglês, já que não foram identificadas lesões na mão direita de Pedro Turra. O documento recomenda a realização de uma perícia específica para confirmar ou descartar a utilização do objeto.
Piloto responde por homicídio doloso
Pedro Turra se tornou réu por homicídio doloso — quando há intenção de matar — após a Justiça do Distrito Federal aceitar denúncia apresentada pelo Ministério Público. O processo tramita sob sigilo, segundo o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios.
O piloto está preso preventivamente desde o dia 2 de fevereiro no Complexo Penitenciário da Papuda. Ele chegou a ser detido em flagrante após a briga, mas foi liberado mediante pagamento de fiança. Posteriormente, a Justiça determinou sua prisão preventiva.
Briga começou após provocação
A confusão ocorreu no dia 23 de janeiro, na região de Vicente Pires, no Distrito Federal. Segundo as investigações, a briga teve início depois que Pedro Turra arremessou um chiclete em um amigo de Rodrigo Castanheira.






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