Maior evento do terceiro mandato de Lula (PT), o lançamento do novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), no Rio de Janeiro, lotou o auditório do Theatro Municipal, com direito a gritos de apoio à ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Governadores identificados com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) optaram por faltar à cerimônia.
O novo PAC irá investir R$ 1,7 trilhão em projetos em todos os estados do Brasil na área da infraestrutura, saúde, meio ambiente, entre outros. Ao chegar ao evento, Lula entrou no auditório acompanhado da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que foi ovacionada pelo público e elogiada diversas vezes na cerimônia. Eles se sentaram lado a lado no Municipal.
Vinte e três governadores compareceram ao principal lançamento do governo até o momento. Não foram alguns aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como Romeu Zema (Novo-MG), Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Jorginho Mello (PL-SC) e Ratinho Júnior (PSD-PR). Os governadores do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), de Sergipe, Fábio Mitidieri (PSD), e do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), estavam ausentes, mas enviaram representantes ao evento.
A primeira-dama Janja da Silva também não compareceu ao ato. Ela estava, desde quinta, em encontros com influenciadores no Rio, embora tenha participado de jantar na casa de Paes ontem. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino (PSB), também não esteve presente. Ele está cumprindo agenda no Maranhão, segundo sua equipe.
Lula foi interrompido em seu discurso por um homem que estava no mezanino do teatro. Ele gritou: “Presidente, quero dar uma sugestão para o senhor” e arremessou folhas de papéis, que voaram sobre a plateia. Lula respondeu: “Depois você fala, agora é minha vez”. Seguranças do presidente sentaram próximo ao homem e, ao fim do discurso, conversaram com ele.
O dinheiro para os investimentos no PAC dependem da aprovação do arcabouço fiscal no Congresso para ser viabilizado. Não há, no entanto, previsão de quando a votação ocorrerá — pode ser na semana que vem ou até apenas no fim de agosto. O texto-base do marco fiscal recebeu mudanças no Senado em julho, o que faz com que ele tenha de passar por nova avaliação na Câmara. Uma das alterações estabelecidas foi na base de cálculo dos gastos previstos.
Inicialmente previsto para abril, o PAC foi adiado três vezes antes de lotar o Municipal.
Com informações do UOL.





