Se alguém declara que feminicídio não devia ser crime, está, no mínimo, tolerando o feminicídio ou, pior, fazendo sua apologia. Se alguém afirma que pedofilia não devia ser crime, está tolerando ou defendendo a pedofilia. Se alguém afirma que o nazismo não devia ser crime, está sendo tolerante ou apologista de regime político que foi responsável direto pelo assassinato de serca de 10 milhões de judeus, ciganos, eslavos e inimigos políticos, no maior genocídio ocorrido na história.
O deputado federal Kim Kataguiri, fundador e dirigente do MBL, disse num programa que é um erro a Alemanha criminalizar o nazismo.
Mas ele não admite ser chamado de estimulador do nazismo e decidiu que vai processar todos que o acusam disso. Ou seja, para Kataguiri a Alemanha não devia criminalizar o genecídio de 10 milhões de seres humanos inocentes, mas deve ser tratado como criminoso e perseguido judicialmente quem o critica por esta opinião.
Segundo a Folha, o deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP) vai processar 17 responsáveis por perfis em redes sociais e quatro veículos de imprensa que, segundo ele, lhe imputaram o crime de apologia ao nazismo.
Entre os alvos estão o ex-deputado Jean Wyllys, o deputado Ivan Valente (PSOL-SP), a filósofa Márcia Tiburi, o historiador Jones Manoel, o jornalista Palmério Dória, o youtuber Henry Bugalho, além dos responsáveis por perfis como @bolsoregrets e @jornalismowando.
Kataguiri também pedirá direito de resposta a quatro veículos de imprensa, além de indenização: Band News, The Intercept Brasil, Nexo Jornal e Blog da Cidadania. Ele os acusa de distorcer o que ele disse no Flow Podcast.
– É justo e necessário que a tentativa organizada de assassinar a reputação do deputado por parte dos agentes citados abaixo leve à condenação e, por consequência, indenização como resultado de seus atos – diz nota do representante de Kataguiri, o advogado Rubinho Nunes (PSL-SP), vereador em São Paulo.
Kataguiri virou alvo de críticas após participação no Flow Podcast na segunda-feira (7). Na ocasião, o apresentador Monark defendeu o direito de existência de um partido nazista – ele acabou desligado do canal. A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) rebateu e questionou se Kim achava errado a Alemanha ter criminalizado o nazismo. O deputado respondeu que sim.
Na quarta-feira (9),Kastaguiri se desculpou por sua fala: “Eu errei. Eu disse algo que ofende a comunidade judaica. Que faz com que ela se sinta ameaçada”, afirmou.
– Que estratégia é essa da mídia corporativa de falar do Monark, e apagar a fala do Kim Kataguiri? Ambos são apologetas do nazismo. A Tabata Amaral, estava ali contemporizando e socializando. Todos devem ser responsabilizados ética, jurídica e politicamente – escreveu Tiburi, por exemplo, em uma das falas pinçadas pelo líder do MBL (Movimento Brasil Livre).






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