Justus e Ana Paula pedem R$ 600 mil por ataques à filha de 5 anos nas redes sociais

Empresário e influenciadora processam professor da UFRJ e psicóloga por mensagens

Roberto Justus, 70, e sua esposa, Ana Paula Siebert, 37, moveram duas ações por danos morais contra pessoas que fizeram ataques nas redes sociais à filha do casal, Vicky, de apenas 5 anos. Os alvos são o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Marcos Dantas, e a psicóloga Aline Alves de Lima, acusados de incitar discurso de ódio contra a criança.

Segundo informações obtidas pelo coluna F5, da Folha de São Paulo, a ação foi protocolada nesta semana e pede indenização de R$ 300 mil para cada um dos réus — R$ 100 mil por dano moral a cada membro da família (Roberto, Ana Paula e Vicky), somando R$ 600 mil.

Comentários considerados violentos

O processo teve início após a repercussão de uma publicação feita por Marcos Dantas na rede X (antigo Twitter), onde o professor comentou “só a guilhotina” em resposta a uma imagem que mostrava a menina com uma bolsa de grife avaliada em R$ 14 mil. A psicóloga Aline compartilhou a postagem e acrescentou: “Tem que mtr mesmo! PQP!!!!!!”, de acordo com os autos do processo.

A defesa do casal argumenta que houve extrapolação dos limites da liberdade de expressão e que “a exposição de uma criança em discurso violento é inaceitável, independentemente de seu contexto familiar ou classe social”.

Retratação e críticas

Nos documentos, os advogados também criticam a carta de retratação divulgada por Marcos, intitulada “Uma metáfora virou crime”. No texto, ele pede desculpas públicas ao casal, mas afirma que sua fala foi mal interpretada e fazia parte de uma crítica social. A defesa contesta a sinceridade do pedido: “O pedido tardio de desculpas públicas somente ocorreu após a grande repercussão. É óbvio que não foi sincero.”

Sobre a psicóloga Aline, os advogados apontam que ela não só compartilhou o conteúdo ofensivo, como o endossou. “Replicou uma mensagem de ódio contra uma criança de cinco anos, agravando ainda mais o cenário”, diz o processo. Para os autores, a indenização tem também caráter pedagógico, como forma de reforçar a responsabilização civil em casos de violência digital.

Outro lado

Procurados pela reportagem do F5, tanto o professor Marcos Dantas quanto a psicóloga Aline Alves de Lima não responderam até a publicação da matéria.

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