A Justiça do Rio de Janeiro aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra Cristiano Rodrigues Kellermann, acusado de perseguir e ameaçar a atriz Isis Valverde. Com a decisão, assinada pela juíza Beatriz de Oliveira Monteiro Marques, da 29ª Vara Criminal da Comarca da Capital, o investigado passa a responder como réu pelos crimes de perseguição (stalking) e ameaça.
No despacho, a magistrada destacou que os elementos reunidos ao longo da investigação policial indicam risco à integridade psicológica da atriz. Segundo a decisão, há justa causa para o prosseguimento da ação penal, com base nas provas colhidas durante o inquérito.
Cristiano foi preso na terça-feira (16) no condomínio onde Isis mora, no bairro do Joá, na Zona Sudoeste do Rio. Ele passará por audiência de custódia nesta quinta-feira (18).
Comportamento se intensificou em janeiro
De acordo com a Polícia Civil, o comportamento do suspeito passou a se intensificar a partir de janeiro deste ano, quando ele começou a adotar atitudes consideradas invasivas e obsessivas. A atriz, então, procurou as autoridades, que instauraram um inquérito para apurar o caso.
As investigações apontam que Cristiano, de 43 anos, natural do Rio Grande do Sul, viajava com frequência ao Rio para acompanhar a rotina de Isis. Ele se hospedava em hotéis e utilizava aplicativos de transporte para se deslocar até locais frequentados pela atriz.
Ainda segundo a polícia, o acusado chegou a contratar um detetive particular para obter informações pessoais e sensíveis de Isis Valverde, como endereço e telefone. Em depoimento, ele admitiu que a perseguia há mais de 20 anos e relatou diversas tentativas de aproximação, inclusive em ambientes profissionais.
Confessou perseguição
Aos investigadores, Cristiano confessou a perseguição e afirmou estar “apaixonado” pela atriz. A polícia informou que ele esteve ao menos três vezes no condomínio da vítima e que, em uma dessas ocasiões, conseguiu fugir antes da chegada dos agentes.
Após a prisão, Isis Valverde se manifestou publicamente e agradeceu o trabalho da Polícia Civil. Em nota, afirmou que sua prioridade “é a segurança da família e das pessoas próximas”, destacando a atuação da Delegacia Antissequestro (DAS) na condução do caso.






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