Justiça nega habeas corpus a Celsinho da Vila Vintém, acusado de ser um dos principais líderes de facção no Rio

Preso preventivamente desde maio, Celsinho é apontado como líder da facção Amigos dos Amigos (ADA) na Zona Oeste da capital

A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Celso Luiz Rodrigues, conhecido como Celsinho da Vila Vintém. Ele é apontado pela polícia como uma das principais lideranças da facção Amigos dos Amigos (ADA), com atuação principalmente em Bangu e Padre Miguel, na Zona Oeste da capital. 

A decisão da desembargadora Adriana Ramos de Mello manteve a prisão preventiva decretada em maio. Segundo a denúncia recebida pela 2ª Vara Criminal de Jacarepaguá, Celsinho é investigado por tráfico de drogas e por organizar, com apoio de milicianos e traficantes, a tomada violenta de áreas do bairro Curicica, em Jacarepaguá, para expandir o domínio de sua facção para outros territórios da cidade.

O grupo teria usado armas de fogo e intimidação coletiva para dominar áreas disputadas, o que pode agravar a pena. Ainda segundo a polícia, Celsinho chegou a negociar acordos com lideranças conhecidas como Boto e Doca, ligadas à milícia e ao CV, para retomar territórios perdidos e garantir apoio logístico a ações contra rivais.

A defesa pediu que a prisão fosse convertida em domiciliar, alegando que o réu sofre de diverticulite aguda e é responsável pelos cuidados da esposa, que faz tratamento paliativo. O pedido foi negado com base na gravidade dos crimes e no risco de fuga ou intimidação de testemunhas.

Celsinho foi preso pela primeira vez nos anos 1990, chegou a fugir em 1998 e foi recapturado em 2002, quando passou a cumprir pena em Bangu 1. Solto em 2022 após questionamentos judiciais, voltou a ser preso em maio deste ano e segue detido em regime preventivo.

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