Justiça mantém prisão de irmãos acusados de ocultar cadáver do pai na Ilha do Governador

Marcelo e Tânia D’Ottavio estão internados em unidades psiquiátricas

A Justiça decidiu converter de temporária para preventiva a prisão dos irmãos Marcelo Marchese D’Ottavio e Tânia Conceição Marchese D’Ottavio, filhos do idoso encontrado morto em casa, em estado avançado de decomposição, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio.

A decisão foi tomada pela juíza Laura Noal Garcia, da 14ª Vara Criminal, durante audiência de custódia realizada na tarde deste sábado (24). Como os dois investigados foram internados em unidades psiquiátricas na sexta-feira (23), não participaram da sessão.

Apesar dos dois não possuírem antecedentes criminais, a magistrada considerou que a “gravidade concreta das condutas por eles praticadas justifica a manutenção da custódia cautelar”.

A juíza também destacou a resistência dos irmãos durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão. “Resistiram à entrada domiciliar lícita dos agentes policiais em cumprimento de mandado de busca e apreensão, sendo necessário uso de força policial para contê-los. [Marcelo] apresentou comportamento agressivo, agitado e alterado”, pontuou.

Benefícios ativos no INSS

A Polícia Civil apura se os irmãos tiveram como motivação o uso de benefícios previdenciários ativos em nome do pai, Dario Antonio Raffaele D’Ottavio, de 88 anos.

Segundo o delegado Felipe Santoro, titular da 37ª DP (Ilha), diligências iniciais identificaram que o idoso era titular de dois benefícios ativos junto ao INSS: uma aposentadoria e uma pensão por morte.

“As diligências iniciais revelaram que o falecido era titular de dois benefícios previdenciários ativos junto ao INSS, sendo um de aposentadoria e outro de pensão por morte, o que reforça suspeitas sobre possível motivação financeira por parte dos indiciados. Essa linha de apuração segue sob análise, sem prejuízo da consideração de outras hipóteses investigativas”, afirmou o delegado.

Os dois foram presos na quarta-feira (21), no bairro Cocotá. A suspeita é de que os restos mortais estivessem no local há cerca de seis meses.

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