Polícia investiga se irmãos ocultaram corpo do pai por apego ou interesse financeiro

Dario D’Ottavio estava em estado de esqueletização na casa da família na Ilha do Governador

A Polícia Civil informou, nesta quinta-feira (22), que trabalha com todas as hipóteses na investigação sobre o caso dos irmãos presos por ocultação do cadáver do pai, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio. O corpo, encontrado em estado avançado de decomposição, estava há cerca de seis meses na residência da família, no bairro Cocotá.

Marcelo Marchese D’Ottavio e Tania Conceição Marchese D’Ottavio foram presos em flagrante após vizinhos denunciarem o desaparecimento do italiano Dario Antonio Raffaele D’Ottavio, de 88 anos, que não era visto há meses.

Os agentes da 37ª DP (Ilha do Governador) cumpriram um mandado de busca e apreensão no imóvel e localizaram o corpo do idoso em estado de esqueletização — última fase do processo de decomposição do cadáver, caracterizada pela desintegração da pele — no interior da casa.

“A gente trabalha com todas as possíveis linhas de investigação. Desde a hipótese de distúrbios mentais, e que eles mantiveram o pai por esse sentimento de não querer se afastar do corpo, até a possibilidade de homicídio em razão financeira. Todos os pós estão sendo tratados aqui na delegacia”, afirmou o delegado Felipe Santoro ao Agenda do Poder, titular da 37ª DP, onde o caso foi registrado.

Ainda de acordo com Santoro, a informação de que o corpo estaria no local há meses foi o ponto inicial da investigação.

A investigação também analisa se os filhos continuaram recebendo benefícios da vítima após sua morte, já que alguns objetos foram encontrados na casa da família.

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