Justiça mantém prisão de empresário que dirigia Porsche e matou motorista de aplicativo

Defesa teve negado quarto pedido de soltura de Fernando Sastre

O Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu, na última terça-feira (3), manter preso o empresário Fernando Sastre, conhecido como “playboy do Porsche”, envolvido em um acidente que resultou na morte do motorista de aplicativo Ornaldo Viana, em março.

A defesa de Sastre alegou “constrangimento ilegal” e acusou a mídia de influência, mas o desembargador João Augusto Garcia indeferiu o pedido de liberdade.

O juiz destacou que a perícia comprovou que o empresário estava embriagado e dirigia em alta velocidade (136 km/h), bem acima do limite de 50 km/h da Avenida Salim Farah Maluf, onde ocorreu o acidente. A decisão considerou o risco extremo assumido por Sastre ao dirigir nessas condições, configurando “culpa consciente”.

Desde o início das investigações, a defesa de Sastre tentou diversas vezes obter sua liberdade, mas a Justiça negou quatro pedidos, incluindo um no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O caso levantou discussões sobre a conduta das autoridades envolvidas, uma vez que, logo após o acidente, Sastre foi liberado pela Polícia Militar sem realizar o teste do bafômetro. As câmeras dos policiais mostram o empresário sendo levado pela mãe do local, sem maiores questionamentos.

O acidente ocorreu quando Sastre, a 156 km/h, colidiu com o carro de Ornaldo Viana, que morreu no local. O Ministério Público pediu a prisão preventiva de Fernando para evitar que ele interferisse nas investigações. O processo segue, com o empresário ainda detido.

Com informações de Revista Fórum

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