Justiça mantém presa cartomante suspeita de golpe milionário no Rio

A Justiça do Rio de Janeiro manteve a prisão temporária da vidente Rosa Stanesco Nicolau, suspeita de participar de um golpe milionário aplicado na francesa Geneviève Rose Coll Boghici, 82.  Rosa trabalha com serviços de leitura de sorte e cartomancia e foi denunciada pela vítima. Ela foi detida nesta semana com mais quatro integrantes do…

A Justiça do Rio de Janeiro manteve a prisão temporária da vidente Rosa Stanesco Nicolau, suspeita de participar de um golpe milionário aplicado na francesa Geneviève Rose Coll Boghici, 82.  Rosa trabalha com serviços de leitura de sorte e cartomancia e foi denunciada pela vítima. Ela foi detida nesta semana com mais quatro integrantes do grupo suspeito de estelionato. A decisão foi decretada nesta sexta-feira (12) pela juíza Rachel Assad da Cunha durante a audiência de custódia. De acordo com a magistrada, Rosa já havia sido conduzida à delegacia “por força de mandado de prisão temporária” e, na sua avaliação, a ordem judicial “está dentro do prazo de validade e a decisão que ensejou sua expedição está inalterada”, informou a Folha de S. Paulo.

Na decisão, o advogado de defesa de Rosa, João Lima Arantes, informou que está reunindo documentação para pleitear a revogação da prisão temporária. Rosa foi presa em um imóvel em Ipanema, na zona sul do Rio, com Sabine Boghici, filha da vítima, e o filho, Gabriel Nicolau. Durante a busca no apartamento, foram recuperados 11 dos 16 quadros que haviam sido roubados. Segundo o delegado responsável pela investigação, Gilberto Ribeiro, Rosa tem denúncias e anotações por golpes em leituras de sorte e estelionato, como utilização de cartão de crédito. A suspeita possui pelo menos 12 imóveis em nome dos filhos, além de um veículo da marca Porsche. “O imóvel nunca está em nome de quem pratica o crime. Eu descobri que ela tinha dois apartamentos, fui lá no local e descobri outras coisas. Ela é riquíssima, tem outros apartamentos, na Lagoa, no Leblon… São 12 apartamentos e ela não tem contracheque ou empresa que tenha como mostrar os lucros e ela pode comprar o apartamento em nome do filho com o dinheiro de três vítima”, afirmou o delegado em entrevista na tarde desta sexta-feira.

A investigação, segundo o delegado, vai levar em consideração anotações e outros registros de ocorrência dos suspeitos. Segundo ele, além dos registros de diferentes tipos de estelionato, há também registro de brigas familiares e disputas por ponto de distribuição de panfletos. “Eles brigam com vizinhos, brigam entre eles e disputam território entre eles também. Se um mora em Ipanema, outro não pode distribuir panfletos no mesmo bairro. Eles brigam entre mãe e filho. E é tudo uma confusão, tudo ameaça”, disse o delegado. “E as vítimas que tiveram a coragem de vir falar têm vários relatando golpes assim com uma dinâmica muito parecida com essa. Eles começam prometendo ver o que está acontecendo, entendem qual é a fragilidade que a pessoa tem, aí faz uma leitura, mas aí tem que pagar. E é de acordo com o poder aquisitivo da pessoa. A atividade econômica dessas pessoas é golpe.” 

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