A Justiça do Rio de Janeiro decidiu manter presa a sargento da Marinha Tayana Rangel Cardeal, acusada de matar o empresário Davidson Vasconcellos durante uma festa de 15 anos no bairro Campinho, na Zona Norte da capital. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva nesta terça-feira (26), enquanto familiares e amigos da vítima participavam do sepultamento no Cemitério de Ricardo de Albuquerque.
Na decisão, a juíza Júlia Lattouf de Almeida classificou o caso como uma “conduta de extrema gravidade”, destacando que o homicídio ocorreu em um ambiente de confraternização familiar.
Segundo as investigações, Tayana atirou no rosto de Davidson após uma discussão com o marido, um policial militar lotado no 4º BPM (Méier), durante a comemoração realizada na madrugada de domingo (24).
Crime chocou amigos e familiares
De acordo com testemunhas, a sargento teria ido até o carro do marido para pegar a arma após o início da discussão. Em seguida, retornou para a festa. No momento em que Davidson tentou intervir para conter a situação, acabou sendo atingido por um disparo no rosto.
O empresário morreu ainda no local, diante da companheira e das duas filhas. A filha mais nova da vítima, afilhada da sargento, também presenciou a cena poucos minutos depois de dançar com Tayana durante a festa.
A proximidade entre vítima e acusada aumentou ainda mais a comoção entre familiares e amigos. Davidson e a esposa haviam sido padrinhos de casamento da militar, enquanto Tayana era madrinha da filha caçula do casal.

Repercussão nas redes
Nas redes sociais, amigos descreveram Davidson como um homem dedicado à família e muito querido por todos ao redor. Mensagens de despedida e pedidos de justiça foram publicados ao longo do dia.
A esposa da vítima também compartilhou fotos antigas ao lado do empresário e cobrou responsabilização pelo crime. Segundo pessoas próximas, as famílias mantinham relação de amizade há décadas.
Investigação continua
O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que apura todos os detalhes da dinâmica do crime e os depoimentos colhidos após a prisão da sargento.
Em nota oficial, a Marinha do Brasil lamentou o ocorrido e afirmou que a atitude da militar não representa a instituição. A corporação informou ainda que seguirá colaborando com as investigações conduzidas pelas autoridades policiais.
“A militar envolvida encontra-se à disposição das autoridades competentes para a apuração dos fatos”, informou a Marinha.





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