Justiça argentina confirma prisão de Cristina Kirchner em última instância

Ex-presidente pode cumprir pena em casa devido à idade

A Corte Suprema da Argentina confirmou nesta segunda-feira (9) a sentença de seis anos de prisão por corrupção contra a ex-presidente e ex-vice-presidente Cristina Fernández de Kirchner. A decisão, que representa a última instância judicial no país, torna a condenação definitiva.

Cristina foi considerada culpada por administração fraudulenta na concessão de obras públicas durante seus dois mandatos presidenciais (2007–2015). O caso, conhecido como “Vialidad”, envolveu o favorecimento da empresa Austral Construcciones, do empresário Lázaro Báez, com contratos milionários para obras na província de Santa Cruz, reduto histórico do kirchnerismo.

Com a confirmação da pena, a Justiça poderá determinar o início do cumprimento da prisão. No entanto, por ter mais de 70 anos, Cristina pode solicitar o cumprimento da pena em regime domiciliar, conforme previsto na legislação penal argentina.

Apesar da condenação, a ex-presidente segue em liberdade até que a Câmara Federal de Cassação Penal determine os próximos passos processuais. Não há previsão imediata para que Cristina seja presa.

Cristina Kirchner nega as acusações e denuncia perseguição política. Após a condenação inicial, em 2022, ela afirmou que o processo teve “motivação política” e comparou o julgamento a uma tentativa de proscrição eleitoral semelhante ao que, segundo ela, ocorreu com o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.

A confirmação da sentença ocorre em meio ao enfraquecimento político do kirchnerismo e à ascensão do governo libertário de Javier Milei, com quem Cristina mantém forte antagonismo.

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