Júlio Lopes apresenta plano nuclear do Brasil ao presidente da França

 Durante sua visita à conferência de mudanças climáticas COP 28, o presidente da Frente  Parlamentar Mista de Tecnologia e Atividades Nucleares, deputado Júlio Lopes (PP-RJ) conversou com presidente da França, Emmanuel Macron, sobre o novo plano nuclear do Brasil apresentado no World Nuclear Exhibition, onde destacou que o plano tem o objetivo de contextualizar e…

 Durante sua visita à conferência de mudanças climáticas COP 28, o presidente da Frente  Parlamentar Mista de Tecnologia e Atividades Nucleares, deputado Júlio Lopes (PP-RJ) conversou com presidente da França, Emmanuel Macron, sobre o novo plano nuclear do Brasil apresentado no World Nuclear Exhibition, onde destacou que o plano tem o objetivo de contextualizar e apresentar novas ações para o setor nuclear, o que irá viabilizar sua utilização em todas as áreas, como na produção de alimentos e na medicina. Isso trará enorme benefício para a população. Por ser uma energia boa, barata e de qualidade permanente, pode no futuro desempenhar um papel fundamental na luta contra a descarbonização do planeta, além de ser de grande importância na transição de uma energia limpa para o mundo.

 – O mundo não tem mais como negar que o uso da energia nuclear é benéfica para todos. Além do presidente Macron, já havíamos apresentado o plano ao Sultan Ahmed Al Jaber, ministro da Indústria e Tecnologia Avançada dos Emirados Árabes Unidos, que ficou empolgado com a proposta. Esperamos agora que, com o novo presidente da Eletronuclear, possamos avançar e retomar os planos para que o setor nuclear brasileiro, através de novas parcerias estrangeiras, possa investir em Angra I e Angra II, e retomar as obras de Angra III – explicou.

 O parlamentar disse ainda que durante a rápida e produtiva conversa com Macron, destacou que o Brasil domina toda a tecnologia de enriquecimento de urânio em todas as suas etapas, e que o país está entre os 10 países do mundo capazes de fazer isso, além de possuir a quinta maior reserva mundial deste mineral, o que permite já com as reservas conhecidas e testadas, ter um programa de securitização com base na exportação da ordem de aproximadamente de U$ 7 bilhões de dólares em 10 anos, o que garante praticamente o financiamento do programa nuclear brasileiro inteiro. Ele informou também que a mina de Santa Quitéria, no Ceará, irá produzir a partir de 2026 cerca de 2,3 toneladas de urânio, gerando aproximadamente U$ 400 milhões de dólares anuais somente em royalties.

Júlio Lopes conversou também com diretores da Rosaton, maior empresa nuclear da Rússia e responsável por mais de 33% da eletricidade da parte europeia do país, e que ocupa hoje o 2º lugar no mundo em produção de eletricidade nuclear. No encontro, os representantes da Rosaton disseram que a empresa acabou de desenvolver um navio quebra-gelo com uma nova tecnologia, fazendo com que ele alcance uma velocidade de 15 nós e com capacidade de quebrar blocos de gelo de até 3 metros de espessura sem a necessidade de reduzir a velocidade.

– Já iniciamos a conversa com diretores da Rosatom para viabilizar o uso da tecnologia deles de geração de energia através de reatores embarcados, que com certeza poderá ser aplicada aqui no Brasil em regiões remotas como a Amazônia. Eles possuem pequenos reatores modulares (SMRs) de até 200 megas com a capacidade de iluminar uma cidade com 120 mil residências. Para isso, o barco ficaria atracado próximo ao porto e seria conectado a central de energia do local. Ao término de sua capacidade, a bateria ou reator seria trocada e continuaria funcionando ininterruptamente, o que seria algo maravilhoso em termos de logística, potência de energia e custo, algo que o país precisa; e hoje os russos são detentores dessa tecnologia. Precisamos discutir com todos os países para que possamos conseguir de cada um o melhor para o Brasil – explicou.

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