Presidente da Frente Parlamentar das Atividades Nucleares, o deputado Júlio Lopes (PP-RJ) está realizando um roadshow pelo país para apresentar e colher sugestões ao Plano Nacional de Energia Nuclear, trabalho de sua autoria com a colaboração de técnicos e de oficiais da Marinha especialistas na questão. Nesta quarta-feira, 22, se reuniu com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, para a troca de ideias sobre o texto final da proposta, que será apresentada no próximo dia 27/11, no World Nuclear 2023, o mais importante encontro mundial do segmento, em Paris.
O escopo central do projeto é a securitização das minas de urânio, já cubadas e quantificadas, de modo a permitir geração de recursos para o financiamento do programa nuclear brasileiro. A despeito de ter a quinta maior reserva mundial do minério, o Brasil tem sido um grande importador de urânio. O País também é um dos poucos a deter tecnologia para beneficiamento do minério, integrando um fechado grupo de 10 nações habilitadas ao desenvolvimento deste processo fabril estratégico.
– Estamos prevendo um valor de 7 bilhões de dólares em 10 anos. Só a mina de Santa Quitéria vai produzir a partir de 2026, 2300 toneladas de urânio, com um valor a ser pago de royalties 400 milhões de dólares anuais – revela Júlio Lopes.
O parlamentar já se reuniu também com o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, a quem solicitou audiência com o presidente Lula para a apresentação do plano. Também encaminhou ao presidente do BNDES, Aluízio Mercadante, a proposta, através do diretor jurídico Walter Baere.


Um dos principais players mundiais do setor, a França têm tido interlocução frequente com Júlio Lopes, de modo a aperfeiçoar protocolos de cooperação internacional no setor. Ontem, Lopes recebeu o senador Olivier Cadic, com quem discutir propostas parlamentares conjuntas de integração para o desenvolvimento de projetos nucleares binacionais.






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