O senador Sergio Moro (União Brasil) terá que esperar mais um pouco para saber o resultado do processo que pode cassar seu mandato. O julgamento, que estava previsto para o dia 8 de fevereiro, foi adiado pelo presidente eleito do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), desembargador Sigurd Roberto Bengtsson.
O motivo do adiamento é a falta do sétimo membro do colegiado, que é necessário para julgar casos que envolvam cassação, conforme o Código Eleitoral. A vaga está aberta desde a semana passada, quando terminaram os mandatos de dois juízes substitutos.
Para preencher a vaga, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve aprovar nesta quinta-feira (1º) uma lista tríplice com os nomes dos advogados Roberto Aurichio Junior, José Rodrigo Sade e Graciane Aparecida do Valle Lemos. A lista será enviada ao presidente Lula, que escolherá um deles para ser o novo juiz do TRE-PR. Não há prazo legal para a nomeação, mas a expectativa é que ela ocorra até meados de fevereiro.
O caso de Moro foi liberado para julgamento na terça-feira (30) pelo relator, o juiz Luciano Falavinha, que pediu urgência na análise. O ex-presidente do TRE-PR, Wellington Emanuel Coimbra de Moura, chegou a incluir o processo na pauta da sessão do dia 8, mas a decisão foi revista pelo novo presidente.
A Aije (ação de investigação judicial eleitoral) contra Moro foi motivada por representação dos partidos PL e PT, que acusam o ex-juiz da Lava Jato de ter feito gastos excessivos durante o período da pré-campanha eleitoral ligada ao pleito de 2022, o que teria trazido desequilíbrio para a disputa.
O senador nega as irregularidades e diz que sua eleição foi legítima e transparente. Ele afirma que confia na Justiça Eleitoral e que espera a absolvição. Se for condenado, ele pode perder o mandato e ficar inelegível por oito anos.





