A juíza Kismara Brustolin, que repreendeu aos gritos uma testemunha e a chamou de “bocudo” durante uma audiência trabalhista em Santa Catarina, pediu afastamento do cargo por motivos de saúde mental. A magistrada é alvo de um procedimento apuratório de irregularidades instaurado pela Corregedoria Regional do Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região (TRT-12).
O presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho de Santa Catarina (Anamatra 12), o juiz Elton Sales, confirmou à CNN que a juíza foi afastada por apresentar um eventual transtorno mental que teria influenciado sua conduta na audiência. A Corregedoria Regional ficará responsável por verificar os fatos e as circunstâncias do caso.
A Presidência e a Corregedoria Regional do TRT-12 decidiram também pela suspensão imediata da realização de audiências pela juíza Kismara Brustolin, que não irá se manifestar sobre o ocorrido.
Durante uma audiência trabalhista, a juíza Kismara Brustolin, aos gritos, repreendeu um advogado que a chamou de doutora atestando que ele teria que responder com “o que a senhora deseja, excelência?”.
Em certo momento da audiência a magistrada interrompe o homem, o chamando de “bocudo”.
O caso foi gravado e divulgado no começo desta semana.
Em nota, a OAB afirmou que a juíza substituta Kismara Brustolin apresentou atitudes e comportamentos agressivos para com os advogados, partes e testemunhas e solicitou providências urgentes para apurar o ocorrido.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) também vai apurar a conduta da magistrada.
Com informações da CNN Brasil





