O corpo de Sther Barroso dos Santos, de 22 anos, foi sepultado no início da tarde desta quarta-feira (20), no cemitério de Ricardo de Albuquerque, Zona Norte do Rio. A jovem foi espancada até a morte no último domingo (17), em um baile funk na comunidade da Coreia, em Senador Camará, na Zona Oeste do Rio. Segundo familiares, ela foi assassinada por se recusar a deixar o local acompanhada de um chefão do tráfico.
A mãe da vítima, muito emocionada, precisou ser acolhida durante a cerimônia. Chorando muito, ela gritava: “A minha filha tão linda, cheia de planos”.
Por meio das redes sociais, a irmã da vítima, Stefany Couto, publicou um desabafo: “Não paro de pensar em como minha irma sofreu, ela deve ter implorado muito por misericórdia. Acabou com a vida da minha irmã, deixou ela desfigurada”.
Durante a cerimônia, amigos levantaram cartazes pedindo por justiça.
O principal suspeito do crime é Bruno da Silva Loureiro, conhecido como Coronel, chefe do tráfico na comunidade do Muquiço, em Guadalupe, área dominada pelo Terceiro Comando Puro. A família da vítima morava no local, antes de se mudar para a Vila Aliança.
Um vídeo publicado nas redes sociais mostra Sther dançando no baile, antes de ser morta. Assista:
Lista de desejos
Sther havia feito uma lista de metas para este ano. A carta foi publicada por Stefany nas redes sociais, e mostra os planos da jovem com os estudos e sonhos que ainda queria realizar.
Em um dos trechos, Sther escreveu: “Esse vai ser o melhor ano da minha vida”.

Quem é Coronel?
Foragido da Justiça, ele tem ao menos 12 mandados de prisão expedidos nos últimos cinco anos por crimes como homicídio, tráfico, roubo e porte ilegal de armas.
De acordo com investigadores, Coronel circula entre a Maré e territórios do TCP na Zona Oeste, frequentando bailes funk.
Denúncia
Familiares e amigos da jovem denunciam ainda que estão sendo proibidos pelo tráfico de publicar fotos e lamentar a morte de Sther em perfis de rede social.






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