Juliana Leite Rangel, de 26 anos, baleada com um tiro de fuzil na cabeça durante uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na véspera de Natal, está lúcida e consegue se comunicar com familiares. Internada no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, Baixada Fluminense, a jovem emocionou os pais ao responder com movimentos labiais à declaração de amor da mãe, Dayse Leite.
“Eu disse: ‘Juju, a gente te ama’. E ela respondeu: ‘Eu também’, mexendo os lábios, mesmo sem som por conta da traqueostomia”, contou Dayse. Para a mãe, a recuperação da filha é um “milagre” e um sinal da força divina: “Era para todo mundo ter morrido. Quero Justiça por ela”.
No carro da família, atingido por vários disparos, estavam Juliana, os pais, o irmão de 17 anos e a namorada dele. O projétil que atingiu Juliana perfurou o porta-malas do veículo, mas não causou perda de massa encefálica. Segundo a mãe, os médicos ainda não sabem se haverá sequelas.
Alexandre Rangel, pai de Juliana, afirmou que objetos no porta-malas, como um cilindro de gás e brinquedos que seriam presentes de Natal, amorteceram os tiros, evitando consequências ainda mais graves. “Deus livrou a gente. Era para estarmos todos mortos”, declarou.
A família tem contado com o apoio de amigos e clientes de Alexandre, que é mecânico, para enfrentar as dificuldades. “Estamos recebendo ajuda para o transporte, mas ainda temos despesas com alimentação e outras coisas”, explicou. Apesar das incertezas, o pai mantém a fé na recuperação total da filha, reforçando sua rotina de orações: “Oro o Salmo 91 todos os dias. Deus é grande”
Com informações de O Dia
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