As autoridades do estado de Veracruz, no México, seguem investigando o sequestro da jornalista Roxana Guzmán Ramírez, ocorrido na última terça-feira (2). O caso provocou grande repercussão entre organizações de defesa da liberdade de imprensa, que pressionam o governo por respostas rápidas e pela localização da profissional.
De acordo com informações divulgadas pela imprensa mexicana, Roxana foi retirada à força de sua residência, localizada no município de Nanchital, por homens armados. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram o momento em que os suspeitos invadem o imóvel antes de levarem a jornalista.
A Procuradoria-Geral de Justiça de Veracruz confirmou a abertura de uma investigação para esclarecer o caso e identificar os responsáveis pelo crime. Paralelamente, equipes de segurança foram mobilizadas para realizar operações de busca na região.
Quem é Roxana Guzmán
Roxana Guzmán é diretora do portal Pulso Informativo del Sureste, veículo de comunicação voltado para a cobertura de assuntos de interesse público na região de Veracruz. Entre os temas abordados pelo portal estão segurança pública, meio ambiente, cultura, esportes, denúncias da população e casos de desaparecimento.
A página administrada pela jornalista reúne aproximadamente 21 mil seguidores no Facebook e é considerada uma importante fonte de informação local.
O desaparecimento da comunicadora gerou preocupação imediata entre entidades ligadas à proteção de jornalistas e à defesa da liberdade de expressão no México.
Organizações cobram ação das autoridades
Instituições como a Artigo 19, a Aliança de Meios MX e a Associação Mexicana de Jornalistas Deslocados e Agredidos manifestaram preocupação com o desaparecimento e exigiram uma resposta efetiva das autoridades mexicanas.
Segundo informações da organização Repórteres Sem Fronteiras, Roxana já havia solicitado medidas de proteção junto à Comissão Estadual de Atenção e Proteção aos Jornalistas de Veracruz. O pedido ocorreu após denúncias de suposto assédio praticado por um funcionário público da região.
As entidades destacam que o caso reforça os desafios enfrentados por profissionais da imprensa no país, especialmente em áreas marcadas por conflitos relacionados à segurança pública.
Histórico de ameaças e violência
A jornalista já havia enfrentado situações de risco anteriormente. Em 2017, seu companheiro, Carlos Fernández Escalante, foi assassinado, episódio que a levou a deixar Veracruz por alguns anos.
Posteriormente, Roxana retornou a Nanchital e retomou suas atividades jornalísticas. Conforme relatos da imprensa local, Fernández Escalante, conhecido como “El Loco”, havia sobrevivido a um atentado em 2015.
Ainda segundo veículos mexicanos, ele também foi detido por militares do Exército em 2012 por posse de armas de fogo e drogas.
Investigações seguem sem resposta sobre paradeiro
Apesar da mobilização das forças de segurança estaduais, as autoridades ainda não divulgaram informações sobre o paradeiro de Roxana Guzmán nem detalhes sobre a possível motivação do sequestro.
O governo de Veracruz informou que as buscas continuam e que todas as linhas de investigação permanecem abertas.
Enquanto isso, organizações nacionais e internacionais de defesa da imprensa seguem acompanhando o caso e cobrando transparência, rapidez nas investigações e garantias de segurança para jornalistas que atuam na região.






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