Em 2021, a TV Globo teve os piores índices de audiência de sua história. É o que mostram dados consolidados da Kantar Ibope Media, publicados pelo DCM.
Principal telejornal da emissora, o Jornal Nacional vai terminar o ano na casa dos 24,4 pontos de média e 37,7% de “share” (participação no universo de TVs ligadas) na medição nacional.
Apesar de ainda liderar a audiência com folga, a diferença em relação à concorrente Record nunca esteve tão pequena. O canal do bispo Edir Macedo registra 9,7 pontos e 15% de “share”. Cada ponto nessa medição vale por cerca de 270 mil domicílios.
O JN registrou um resultado ainda pior que o do ano de 2015, quando o programa também passou por uma grave crise. Na época, foram 24,7 pontos e 39,7% de “share”.
De 2001 para cá, 41% das TVs ligadas no país deixaram de acompanhar o Jornal Nacional. Isso significa que 2 em cada 5 aparelhos de televisão se “desligaram” do programa.
Parte do público do telejornal migrou outras TVs abertas, canais pagos, plataformas de streaming e redes sociais. Antes do advento das novas mídias, o JN lutava contra as novelas populares das emissoras concorrentes e o mercado de trabalho aquecido, que fazia muitos trabalhadores chegarem em casa depois do início do telejornal.
Veja abaixo a média de audiência do Jornal Nacional, ano a ano, desde 2001.
2001 – 38,5 pontos e 63,3%
2002 – 38,9 e 61,8%
2003 – 38,9 e 62,5%
2004 – 41,9 e 67,1%
2005 – 37,9 e 59,7%
2006 – 37,6 e 58,5%
2007 – 34,9 e 57,5%
2008 – 34,0 e 55,7%
2009 – 33,1 e 54,5%
2010 – 30,7 e 52,3%
2011 – 32,7 e 54,9%
2012 – 30,9 e 53,5%
2013 – 28,4 e 48,7%
2014 – 25,5 e 43,6%
2015 – 24,7 e 39,7%
2016 – 27,7 e 42,1%
2017 – 29,3 e 43,9%
2018 – 29,2 e 44,2%
2019 – 28,0 e 43,1%
2020 – 27,8 e 42,0%
2021 – 24,4 e 37,7%
Nos anos 1990, a emissora impunha ao Jornal Nacional uma audiência mínima entre 42% e 44%. Era o que a empresa chamava de “trilho” de audiência. A queda deste patamar implicava cobranças internas severas.






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