Jordy deixa o mandato para cuidar da campanha em Niterói e abre espaço para o irmão assumir cadeira na Alerj; entenda o “efeito dominó”

Isso porque ao deixar a Câmara Federal para assumir a campanha, já no mês que vem, quem assume o seu lugar é o 1º suplente, o atual secretário de agricultura do Rio, Dr. Flávio

CAIO DE SANTIS (correspondente do blog em Brasília)

Pré-candidato à prefeitura de Niterói, o deputado federal Carlos Jordy conta com um “efeito dominó”, provocado por um acordo, que pode levar o seu irmão, Renan Jordy, para a Alerj. Isso porque ao deixar a Câmara Federal para assumir a campanha, já no mês que vem, quem assume o seu lugar é o 1º suplente, o atual secretário de agricultura do Rio, Dr. Flávio. Pelo acordo costurado pelo PL com o governador Cláudio Castro, quem herdará a Secretaria de Agricultura é o deputado estadual Dr. Deodalto, também do PL.

Dessa forma, uma cadeira da Alerj ficaria vazia para que o 1º suplente em nível estadual assumisse. E quem é o 1º suplente na Assembleia? Justamente Renan Jordy, irmão do pré-candidato à prefeitura de Niterói e ferrenho defensor de Jair Bolsonaro em Brasília.

Jordy deixará a Câmara em maio, com o objetivo de se dedicar à campanha local, na qual terá como principal adversário o ex-prefeito de Niterói, Rodrigo Neves.  Jordy não teme acusações vindas do adversáriio.  No entender da equipe de campanha de Jordy, não deverá ter ataques entres eles, já que a menção a um fato poderia desencadear reação em direção contrária.

Apesar disso, a aposta é na polarização da campanha. Jordy é tido como um dos parlamentares mais próximos da família Bolsonaro, enquanto Neves está atrelado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Jordy deseja contar  com o apoio do governador Cláudio Castro, que é seu correligionário. Castro, contudo, tem mantido um relacionamento cordial com Neves.

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