Com uma taça de champanhe na mão, a ex-deputada Joice Hasselmann comemorou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que anulou a votação da Câmara dos Deputados que havia mantido o mandato de Carla Zambelli (PL-SP). O ministro determinou a posse imediata do suplente Adilson Barroso (PL-SP).
“Sempre há tempo para um brinde! Tchau querida…“, publicou Joice nas redes sociais logo após a decisão.
Perda imediata do mandato
Alexandre de Moraes considerou que a deliberação da Câmara, realizada na madrugada desta quinta-feira, violou a Constituição ao rejeitar a cassação sem alcançar o quórum mínimo de 257 votos. Com isso, determinou que o presidente da Câmara, Hugo Mota (Republicanos-PB), emposse o suplente em até 48 horas, conforme o Regimento Interno.
Ministros do STF consideraram “inaceitável” a tentativa da Casa de manter Zambelli no cargo e avaliaram a atitude como uma afronta ao tribunal.
Condenação e inelegibilidade
Condenada por unanimidade em maio, Zambelli recebeu pena de dez anos de prisão por envolvimento na invasão ao sistema do CNJ ao lado do hacker Walter Delgatti. A decisão também tornou a deputada inelegível por oito anos e determinou a perda automática do mandato.
Relação marcada por rupturas
Apesar da atual troca de provocações, Joice Hasselmann e Carla Zambelli já foram aliadas políticas. Eleitas em 2018, ambas integravam o grupo mais próximo do então presidente Jair Bolsonaro. A relação, porém, deteriorou pouco depois, com ataques públicos entre as duas.
Troca de acusações ao longo dos anos
Em 2019, Joice negou ter debochado de um “aborto espontâneo” relatado por Zambelli na CPI das Fake News, episódio que ampliou o distanciamento. A partir de 2023, as críticas se intensificaram, com Joice classificando a deputada como “burra”, “bandida” e “personagem folclórico”.
As declarações ocorreram após Delgatti afirmar à Polícia Federal que Zambelli teria pedido para invadir contas de e-mail e o telefone de Moraes, além de tentar acessar o sistema das urnas eletrônicas — sem sucesso.
Joice também relembrou o episódio em que Zambelli sacou uma arma contra um homem nos Jardins, em São Paulo, chamando-a de “conspiradora contra a democracia”.
Procurada à época, Zambelli ironizou os ataques: “Quantos votos essa senhora fez em 2022 mesmo? Foram 13 mil votos, gastando R$ 3,2 milhões”.






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