Deputados federais e estaduais passaram a poder trocar de partido a partir desta quinta-feira (05) sem risco de perder o mandato. A mudança é possível devido à chamada janela partidária, período previsto na legislação eleitoral que permite a troca de sigla por 30 dias. Neste ano, o prazo vai até 3 de abril.
A abertura do período costuma provocar uma intensa movimentação no Congresso e nas assembleias legislativas, já que parlamentares aproveitam a oportunidade para reposicionar suas candidaturas e fortalecer alianças para as eleições de 2026. Dirigentes partidários avaliam que a janela marca, na prática, o início da reorganização política para a disputa eleitoral.
Durante esse intervalo, deputados podem deixar a legenda pela qual foram eleitos sem sofrer sanções. Fora desse período, a mudança de partido pode resultar na perda do mandato, pois a Justiça Eleitoral entende que as cadeiras pertencem às siglas e não aos parlamentares.
Reorganização das bancadas
As trocas partidárias também têm impacto direto no equilíbrio de forças na Câmara dos Deputados. Partidos buscam ampliar suas bancadas para ganhar maior influência política e melhorar a posição na distribuição de recursos e espaços na campanha.
Entre as siglas que esperam crescer está o Partido Liberal (PL), que pretende aumentar o número de deputados federais e ultrapassar a marca de 100 parlamentares. O partido foi o principal destino de deputados na última janela partidária.
Outras legendas também trabalham para atrair novos integrantes. O União Brasil e o Progressistas (PP) negociam a formação de uma federação partidária para as eleições e buscam reforçar suas bancadas. Já o Partido Social Democrático (PSD) também espera ampliar sua presença na Câmara.
Estratégia eleitoral
Além de fortalecer os partidos, a janela partidária também é estratégica para os próprios parlamentares. Muitos utilizam o período para buscar siglas com maior estrutura política ou financeira para viabilizar suas candidaturas.
Entre os nomes que podem mudar de partido está o deputado Kim Kataguiri, que deve deixar o União Brasil para se filiar ao Missão, legenda ligada ao Movimento Brasil Livre (MBL). Caso a mudança se confirme, o partido conquistará seu primeiro deputado federal.
Outro possível movimento envolve o deputado André Janones, atualmente no Avante. O parlamentar afirmou ter recebido convites de diferentes siglas, mas ainda não definiu qual será seu destino político.
A expectativa entre dirigentes partidários é que as movimentações das próximas semanas ajudem a definir o desenho das alianças e dos palanques estaduais para a eleição presidencial e as disputas regionais de 2026.






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