Itamaraty pede desculpas formais a diplomatas após abordagem violenta a jovens negros em Ipanema

Policiais militares apontaram armas para filhos de representantes diplomáticos

O Ministério das Relações Exteriores emitiu um pedido formal de desculpas aos diplomatas do Gabão e de Burkina Faso, cujos filhos foram abordados de maneira hostil por policiais militares em Ipanema, Rio de Janeiro, nesta semana. Durante a reunião desta sexta-feira (5), o chefe do cerimonial do Itamaraty, ministro Mauro Furlan, recebeu os embaixadores dos dois países. O embaixador do Canadá, cujo filho também esteve envolvido, não compareceu.

A abordagem policial, registrada por câmeras de segurança na quarta-feira (3), mostrou os policiais apontando armas para os adolescentes negros na rua Prudente de Moraes. Os jovens estavam acompanhados de dois garotos brancos, brasileiros. A família de um dos adolescentes acusa a polícia de racismo.

Em nota, o Itamaraty expressou suas desculpas formais e anunciou que solicitará ao governo do Rio de Janeiro uma “apuração rigorosa e responsabilização adequada dos policiais envolvidos”. A nota foi entregue pessoalmente aos embaixadores do Gabão e de Burkina Faso, com uma cópia a ser entregue ao embaixador do Canadá ainda no mesmo dia.

A mãe de um dos adolescentes, Raiana Rondhon, relatou nas redes sociais que os quatro meninos, de 13 e 14 anos, estavam de férias no Rio de Janeiro e foram abordados pela polícia enquanto deixavam um amigo em casa. Segundo ela, os policiais, armados com fuzis e pistolas, não fizeram perguntas antes de encostar os meninos no muro de um condomínio.

Três dos adolescentes são negros e estrangeiros, filhos de diplomatas, o que causou dificuldades na comunicação durante a abordagem. Apenas após o filho branco de Raiana explicar que eram turistas de Brasília, os policiais liberaram o grupo, alertando-os para evitar andar na rua.

Com informações do g1

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