Itamaraty determina que embaixador no Equador interrompa as férias e retorne a Quito

Segundo informações nos bastidores do Itamaraty, Andreucci não teria se comunicado com a embaixada brasileira durante a crise, que envolveu o sequestro de um cidadão brasileiro. O diplomata negou a acusação

O embaixador do Brasil em Quito, Pompeu Andreucci Neto, interrompeu suas férias e retornou ao posto nesta sexta-feira (12), por determinação do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. O Equador vive uma onda de violência e está em estado de exceção desde segunda-feira (8).

Segundo informações nos bastidores do Itamaraty, Andreucci não teria se comunicado com a embaixada brasileira durante a crise, que envolveu o sequestro de um cidadão brasileiro. O diplomata negou a acusação e disse que falou diariamente com seus subordinados.

Andreucci afirmou que está acompanhando a situação com atenção e que está disposto a apoiar os brasileiros no Equador. Ele disse que é normal suspender as férias quando necessário. “Diplomata trabalha 24h”, declarou.

Diplomata de carreira, Andreucci Neto já foi embaixador na Espanha e  conselheiro nos Estados Unidos. Em Brasília, atuou como chefe do cerimonial da Presidência da República no governo Michel Temer (MDB), de 2016 a 2018. Antes, foi o principal assessor diplomático do emedebista na vice-presidência, antes do impeachment de Dilma Rousseff (PT).

O Itamaraty avalia que o pior da crise já passou, com o país tentando retomar alguma normalidade. Como as causas do problema de segurança pública do Equador são estruturais e vêm de anos, contudo, não se pode descartar um novo agravamento da situação —segundo os diplomatas, a nação sul-americana já era um caldeirão em ebulição

Na  terça-feira (9), o Itamaraty divulgou nota afirmando ter recebido a denúncia do sequestro de um brasileiro, Thiago Allan Freitas, em Guayaquil, e que estava acompanhando a situação de perto. Freitas foi resgatado pela polícia equatoriana no final do mesmo dia.

Enquanto isso, o Brasil realizou uma série de ações oficiais em solidariedade à população e ao governo do Equador junto a outros países da região. Ele subscreveu, por exemplo, declaração do Consenso de Brasília emitida durante a semana na qual seus 12 países-membros se comprometiam a unir “esforços para combater de forma coordenada esse flagelo que afeta toda a região” —uma referência ao narcotráfico.

Também aderiu a nota do Mercosul —bloco de integração econômica formado ainda por Argentina, Paraguai e Uruguai— que condenava a explosão da violência na nação próxima e afirmava respaldar, “de forma irrestrita, a institucionalidade democrática do Equador no marco do respeito aos direitos humanos”.

E a Polícia Federal brasileira também se disponibilizou a ajudar no que for possível.

Com informações da Folha de S.Paulo

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