Israel bombardeia sul da capital do Líbano alegando revide a ataque nas colinas de Golã e que alvo era comandante do Hezbollah (Veja vídeo)

Segundo a agência de notícias estatal libanesa NNA, o bombardeio foi realizado por um drone que disparou mísseis

O Exército israelense atacou o sul de Beirute, capital libanesa, nesta terça-feira (30) visando como alvo um comandante do Hezbollah responsável pelo bombardeio no último sábado na cidade drusa de Majdal Shams, nas Colinas de Golã. Duas pessoas foram mortas no ataque. O bombardeio ocorre um dia após o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmar que a resposta ao ataque atribuído ao grupo seria “dura” — uma fonte israelense confirmou ao jornal Haaretz se tratar da represália prometida.

A bola agora, disse a fonte, estaria com o movimento xiita, que nega a autoria do bombardeio do fim de semana. Minutos após o lançamento do ataque, o ministro da Defesa israelense, Yoav Gallant, disse que o Hezbollah “cruzou a linha vermelha”.

Em um comunicado, os militares afirmaram que realizaram um “ataque direcionado” na capital libanesa “contra o comandante responsável pelo assassinato das crianças em Majdal Shams e pelo assassinato de vários outros civis israelenses”. Segundo a agência de notícias estatal libanesa NNA, o bombardeio foi conduzido por um drone que disparou três mísseis. O alvo foi identificado pela mídia israelense como Fuad Shukr, também conhecido como Hajj Mohsin, segundo homem no comando do movimento e responsável pelas atividades militares da organização. Duas fontes de segurança afirmaram à agência da Reuters que Shukr sobreviveu ao ataque.

Pouco depois das Forças Armadas israelenses terem anunciado o ataque, o Gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyhau divulgou uma foto do premier ao telefone no quartel-general militar de Kirya, em Tel Aviv. O primeiro-ministro, que na segunda visitou o local do bombardeio, prometeu uma resposta “dura” contra o Hezbollah após o ataque de sábado nas Colinas do Golã, território sírio anexado por Israel durante a guerra árabe-israelense de 1967.

A resposta, aprovada pelo Gabinete de Segurança no domingo, segundo o site israelense Ynet, era acompanhada com expectativa pela comunidade internacional, que, temendo uma escalada para uma guerra ampla na região, fez esforços para acalmar os ânimos e chegar a uma resposta diplomática. Nesta terça-feira, o Departamento do Estado americano, através do seu porta-voz adjunto, Vedant Patel, afirmou que continuará “trabalhando em direção a uma resolução diplomática que permita que civis israelenses e libaneses retornem para suas casas e vivam em paz e segurança”.

O porta-voz do secretário-geral das Nações Unidas António Guterres, Stéphane Dujarric, por sua vez, informou que os chefes das forças de paz das Nações Unidas no Líbano e a coordenadora especial da ONU, Jeanine Hannis-Plasschaert, estão conversando com os dois países para evitar uma escalada e o início de uma guerra entre Tel Aviv e o Hezbollah.

Israel e o Hezbollah, apoiado e financiado pelo Irã, trocam tiros quase todos os dias desde que a guerra contra o Hamas na Faixa de Gaza começou, após o ataque terrorista do grupo em 7 de outubro. O movimento libanês afirma que opera em solidariedade ao Hamas, também financiado por Teerã. Os atritos entre Israel e Hezbollah tinham como alvo principalmente locais militares, com o ataque de sábado sendo de longe o mais letal contra civis ao sul da fronteira.

Até sábado, cerca de 20 pessoas em Israel foram mortas por ataques do Hezbollah desde outubro, a maioria delas soldados. Mais de 300 pessoas morreram devido a ataques israelenses no Líbano, a maioria alegadamente membros do Hezbollah. Cerca de 80 mil pessoas no norte israelense e quase o mesmo número no sul do Líbano tiveram que deixar suas casas.

Com informações de O Globo.

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