O governo do Irã elevou o tom contra os Estados Unidos nesta segunda-feira (13) e afirmou que responderá “com firmeza” a qualquer tentativa americana de controlar o Estreito de Hormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.
A reação ocorreu após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou mais cedo que o país pretende assumir o controle do estreito e sugeriu que Washington deveria ser compensado financeiramente pela operação.
Em comunicado divulgado pela agência estatal iraniana Fars, o porta-voz do Quartel-General de Khatam al-Anbiya declarou que qualquer ação militar dos Estados Unidos na região, sem autorização das Forças Armadas iranianas, receberá uma resposta imediata.
Ato de guerra
Segundo o militar, qualquer país do Oriente Médio que coopere com operações militares americanas será considerado participante do conflito. Ele afirmou que essa colaboração será tratada como um ato de guerra contra a soberania e a segurança nacional do Irã e advertiu que uma ampliação do confronto poderá atingir toda a região.
A nova escalada ocorre em meio ao agravamento das tensões envolvendo o Estreito de Hormuz, corredor marítimo estratégico para o comércio internacional de petróleo. A passagem permanece fechada pelo Irã desde o início da guerra, em fevereiro, e a expectativa de reabertura após um acordo preliminar entre os dois países foi interrompida com a retomada dos ataques na última semana.
Os Estados Unidos afirmam ter realizado mais de 300 ataques contra alvos iranianos desde a retomada da ofensiva. Em resposta, o Irã diz ter atingido bases militares americanas localizadas no Bahrein, Omã, Jordânia e Kuwait, ampliando o risco de uma escalada militar em todo o Oriente Médio.






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