Investigação da CGU sobre venda ilegal de joias por Bolsonaro mira também período em que o ex-chefe da Receita já havia saído do cargo

Polícia investiga se Julio Cesar Vieira Gomes tentou liberar as joias sauditas apreendidas pela Receita no fim do governo Bolsonaro

O Processo Administrativo Disciplinar (PAD) aberto pela CGU para apurar a participação do o ex-chefe da Receita Federal Julio Cesar Vieira Gomes no caso das joias sauditas que Jair Bolsonaro tentou vender ilegalmente não tem um prazo para ser concluído. A expectativa, porém, é que esteja finalizado até o fim deste ano, informa o colunista Lauro Jardim, do jornal O GLOBO.

Gomes, entre outras ações que estão sendo investigadas, tentou liberar as joias sauditas apreendidas pela Receita no fim do governo Bolsonaro. 

Com a retirada do sigilo, na semana passada, do inquérito que apura o caso  a situação de Gomes se complicou. Sua atuação direta para liberação das joias ficou patente. 

A investigação da CGU refere-se não apenas ao período que ele comandava a Receita, mas se estende a 2023, quando já estava fora do cargo. E pode resultar na aplicação de penalidade de demissão e de não pode assumir cargos públicos no Governo Federal por oito anos.

A CGU está analisando a enormidade de 600 gigabytes de dados do ex-chefe da Receita, o triplo do que anteriormente havia sido divulgado.

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