Intoxicação por metanol: Rio torna obrigatória notificação de casos na cidade

Resolução da Secretaria Municipal de Saúde determina que hospitais, clínicas e profissionais de saúde notifiquem imediatamente qualquer suspeita ou caso confirmado de intoxicação por metanol no município do Rio de Janeiro

A Prefeitura do Rio de Janeiro intensificou as medidas de vigilância diante da crescente preocupação com casos de intoxicação por metanol. A Secretaria Municipal de Saúde publicou na edição de hoje (3) do Diário Oficial, a Resolução SMS nº 6592, que torna obrigatória a notificação de todo e qualquer caso suspeito ou confirmado de intoxicação pelo produto químico no território da capital.

Segundo o texto, hospitais, clínicas e profissionais de saúde que integrarem a rede pública ou privada deverão comunicar imediatamente as ocorrências ao Sistema de Vigilância em Saúde (SVS). A medida segue a orientação do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que já haviam alertado sobre os riscos da substância.

O que é metanol e por que preocupa

O metanol é um álcool altamente tóxico, utilizado principalmente na indústria química e na fabricação de solventes. Quando ingerido, pode causar graves sequelas, incluindo cegueira e até morte. No Brasil, episódios recentes de contaminação por bebidas alcoólicas adulteradas levantaram o alerta para o risco da substância circular de forma ilegal.

Fiscalização e controle

De acordo com a resolução, as notificações devem ser registradas no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) e comunicadas de forma imediata às autoridades competentes. O objetivo é mapear rapidamente os casos, identificar surtos e adotar medidas de contenção, incluindo apreensão de produtos e fiscalização do comércio irregular.

A norma também reforça a atuação da Coordenação de Vigilância em Saúde (CVS), responsável por monitorar as notificações e orientar as unidades de saúde sobre o encaminhamento dos pacientes e a coleta de dados epidemiológicos.

O que muda na prática

Na prática, qualquer unidade de saúde que identificar pacientes com sintomas suspeitos — como dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos, visão turva e dificuldades respiratórias — deve acionar imediatamente os protocolos. A ideia é evitar atrasos no diagnóstico e garantir o tratamento rápido, reduzindo riscos de sequelas permanentes.

Assinada pelo secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, a resolução entrou em vigor na data de sua publicação. Com isso, o Rio de Janeiro passa a ser uma das capitais do país com regras mais rígidas para o enfrentamento da intoxicação por metanol, em resposta direta às recentes ocorrências registradas em outros estados brasileiros.

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