No primeiro debate após o confronto do último domingo, quando Ricardo Datena (PSDB) deu uma cadeirada em Pablo Marçal (PRTB), os confrontos ie gritaria entre os candidatos se repetiram. Como precaução, as cadeiras do evento, promovido pela RedeTV! e UOL, foram aparafusadas e presas ao chão.
Em um dos momentos mais acalorados, Marçal acusou o atual prefeito, Ricardo Nunes (MDB), de roubar dinheiro da merenda escolar, alegando que ele seria preso por sua suposta participação na máfia das creches.
“Você vai ser preso, Ricardo Nunes”, grita Marçal
“Você vai preso, Ricardo Nunes, por tocar na merenda das crianças”, gritou Marçal, em referência a uma investigação da Polícia Federal que envolve Nunes. Em resposta, o prefeito, em tom exaltado, afirmou que nunca foi preso e negou todas as acusações.
O confronto rapidamente escalou, com ambos os candidatos trocando gritos no palco. Nunes tentou se defender das acusações com uma retórica agressiva, enquanto o candidato do PRTB insistia em sua ofensiva. A tensão foi tanta que a mediadora do debate precisou intervir para conter os ânimos e evitar que a discussão fugisse ainda mais do controle.
Marçal, candidato que já tem um histórico de ataques diretos e agressivos nos debates, seguiu com sua estratégia beligerante. Atacou Nunes, Datena e Guilherme Boulos (PSOL), chamando-os de “consórcio comunista”, e usou termos depreciativos para se referir aos adversários.
Em relação a Nunes, Marçal não poupou insultos, chamando-o de “bananinha” e “tchutchuca do PCC”, associando o prefeito a investigações sobre desvio de verbas e transporte público na cidade. Após ser advertido pela mediadora por uso de apelidos pejorativos, o candidato seguiu atacando, dizendo que Nunes “será preso por causa das merendas”.
Em resposta, Nunes não deixou barato e contra-atacou lembrando que Marçal tem um histórico criminal, fazendo referência a sua condenação por envolvimento em golpes bancários digitais. Nunes disparou: “Você saiu da cadeia, mas a cadeia não saiu de dentro de você”, elevando ainda mais o tom do debate.
“Covarde apanha uma vez só”, diz Datena sobre Marçal
Datena, por sua vez, relembrou o episódio da cadeirada, mas afirmou que não voltaria a agredir o candidato do PRTB:
“O jeito de falar com bandido condenado, ladrão de velhinho virtual, é a justiça. Não tem outro caminho. Essa é a realidade. Você vai responder na justiça pelas injúrias que você dirigiu a mim. Você pode me provocar da forma que você quiser, que eu não vou partir pra agressão com você porque eu não bato em covarde duas vezes. Covarde apanha uma vez só. Eu não vou fazer isso. Muitos juristas já consideraram como legítima defesa da honra o que você fez contra mim”, afirmou Datena.
O primeiro bloco do debate foi praticamente dominado por essas trocas de insultos e ataques pessoais, sem espaço para a apresentação de propostas concretas. A discussão entre Marçal e Nunes não foi o único momento de confronto; Boulos também protagonizou embates com Nunes, e Marçal teve outro acalorado debate com a candidata Tabata. Em meio ao caos, a mediadora teve que intervir repetidamente para tentar trazer alguma ordem ao encontro.
Com um clima carregado e agressivo, o debate reafirmou o tom acirrado desta eleição, em que acusações e escândalos parecem dominar o palco, em vez de discussões produtivas sobre as necessidades da cidade de São Paulo.
Com informações do UOL
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