Instituto Moreira Salles, na Gávea, zona sul do Rio, ficará fechado por 4 anos para reformas

A sede do Instituto Moreira Salles, localizada na Gávea, Zona Sul do Rio, fechará por quatro anos para reformas. O local, que atualmente abriga a exposição “Miguel Rio Branco. Palavras cruzadas, sonhadas, rasgadas, roubadas, usadas, sangradas”, vai ficar aberto ao público somente até 26 de março. A entrada é gratuita. De acordo com o IMS, o…

A sede do Instituto Moreira Salles, localizada na Gávea, Zona Sul do Rio, fechará por quatro anos para reformas.

O local, que atualmente abriga a exposição “Miguel Rio Branco. Palavras cruzadas, sonhadas, rasgadas, roubadas, usadas, sangradas”, vai ficar aberto ao público somente até 26 de março. A entrada é gratuita.

De acordo com o IMS, o objetivo principal da obra é ampliar e qualificar as instalações para que o público tenha uma experiência ainda melhor ao frequentar o espaço.

Assim, haverá uma restauração da casa modernista e construção de um novo prédio, substituindo o edifício que hoje expõe uma galeria e parte da reserva técnica do acervo.

O novo complexo terá duas salas de exposição, com aproximadamente 300 m2 cada uma, um auditório para sessões de cinema e eventos, com cerca de 120 lugares e sistema acústico de ponta, além de um novo espaço para restaurante e áreas para guarda e processamento de acervos.

“Todas as intervenções previstas para a residência serão de restauro, com o intuito de garantir que a casa continue sendo visitada como uma referência da melhor qualidade da arquitetura residencial moderna brasileira”, explica Marcelo Araújo, diretor-geral do IMS.

Durante estes quatro anos de obras, o Instituto pretende firmar parcerias com outras organizações do Rio para continuar a realizar eventos e exposições. O Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB) e o Museu de Arte do Rio (MAR) são algumas das parcerias já estabelecidas. 

Já os acervos e a administração serão realocados para o bairro da Glória, na Rua do Russel. Lá, as equipes continuarão trabalhando e atendendo pesquisadores que queiram consultar imagens e documentos.

Muito procurado por cariocas e turistas, o IMS, que é um dos mais importantes centros culturais da cidade, é tombado pelo Patrimônio Histórico Municipal do Rio de Janeiro.

No passado, o local era a residência do ex-ministro da Fazenda Walther Moreira Salles, fundador do Unibanco, e família. Em 1999, o espaço foi aberto ao público.

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