Inflação chega a 2 dígitos e ANS prevê apagões este ano: ‘tempestade perfeita’ contra a reeleição de Bolsonaro

A inflação acumulada em 12 meses já chegou a dois dígitos em Curitiba (11,43% na prévia de agosto), Fortaleza (11,37%), Goiânia (10,67%) e Porto Alegre (10,37%). A alta dos preços foi puxada por energia elétrica e combustíveis. Segundo reportagem do Estadão, dados do IBGE mostram que o IPCA-15, prévia da inflação oficial, foi de 0,89%…

A inflação acumulada em 12 meses já chegou a dois dígitos em Curitiba (11,43% na prévia de agosto), Fortaleza (11,37%), Goiânia (10,67%) e Porto Alegre (10,37%). A alta dos preços foi puxada por energia elétrica e combustíveis. Segundo reportagem do Estadão, dados do IBGE mostram que o IPCA-15, prévia da inflação oficial, foi de 0,89% na média nacional em agosto, acima do 0,84% esperado por analistas. É a maior alta para o mês desde 2002. O índice acumula 9,30% em 12 meses, maior taxa desde maio de 2016. A carne teve alta equivalente a três vezes e meia a inflação geral, informa Márcia De Chiara. O óleo de soja já beira R$ 8 a garrafa, e superou em mais de oito vezes a inflação geral do período. A gasolina é vendida a até R$ 7 o litro. O botijão de gás de cozinha, a quase R$ 100, acumula alta superior a 30% em 12 meses.

Ao mesmo tempo em que os preços disparam, o país vive a ameaça de apagões de energia ainda este ano. Uma nova nota técnica do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) desenha um cenário de “degradação” no nível de armazenamento dos reservatórios e afirma que, sem a “incorporação de recursos adicionais”, haverá um déficit de energia elétrica em outubro e novembro deste ano.

Isso significa que o consumo de energia tende a ser maior que a oferta se não houver novas unidades de geração de energia. Ou seja, se não houver uma forte economia ou fonte adicional de energia, há um grande risco de apagão.

Um dos preços mais visíveis para o brasileiro de maior renda aparece na bomba de gasolina, com o litro vendido por até R$7. Para os mais pobres, o preço de referência é o gás de cozinha, cujo valor do botijão beira hoje os R$ 100, com alta de mais de 30% em 12 meses.

“A inflação deste ano está mais ‘democrática’: atinge ricos e pobres”, resume o coordenador de índices de preços da FGV, André Braz. Ele explica que, enquanto a carestia batia só nos alimentos, os mais pobres eram os mais afetados, porque consomem mais esses itens. Enquanto isso, as famílias mais abastadas não tinham a percepção, na mesma intensidade, de que a inflação tinha disparado.

Deixe um comentário

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading