O engodo da desaceleração da inflação! IPCA-15 acumula alta de 5,79% no ano, a terceira maior taxa para julho desde 2000

Apesar de comemorações por suposta desaceleração da inflação no mês de julho com os 0,13% anunciados pelo IBGE, a verdade é que o fato está sendo supervalorizado pelo governo e pela imprensa fiel ao neoliberalismo. Os números a que se tem de ter atenção dizem respeito ao fato e que, no ano, o IPCA-15 acumula…

Apesar de comemorações por suposta desaceleração da inflação no mês de julho com os 0,13% anunciados pelo IBGE, a verdade é que o fato está sendo supervalorizado pelo governo e pela imprensa fiel ao neoliberalismo.

Os números a que se tem de ter atenção dizem respeito ao fato e que, no ano, o IPCA-15 acumula alta de 5,79%, a terceira maior taxa para um mês de julho desde 2000.

Já o indicador acumulado em 12 meses ficou em 11,39%, abaixo dos 12,04% registrado em junho, a maior taxa para um mês de julho desde 2003, quando ficou em 16,01%. Desde setembro, a inflação anual no país está com dois dígitos, muito acima do teto da meta estabelecida pelo governo para este ano.

Dentre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE para o cálculo da prévia da inflação, seis tiveram variação positiva, sendo que em quatro deles o indicador desacelerou na passagem de junho para julho.

Os alimentos tiveram alta de 1,16%, o que mais pesa no bolso das famílias mais pobres.

Veja a prévia da inflação de julho para cada um dos grupos pesquisados

Comunicação: -0,05%

Habitação: -0,78%

Transportes: -1,08%

Educação: 0,07%

Artigos de residência: 0,39%

Saúde e cuidados pessoais: 0,71%

Despesas pessoais: 0,79%

Vestuário: 1,39%

Alimentação e bebidas: 1,16%

O IBGE, no entanto, procurou destacar que a maior contribuição para a desaceleração do IPCA-15 de julho, na comparação com junho, partiu da deflação dos grupos de Transporte e Habitação, que variaram, respectivamente -1,08% e -0,78%.

As variações negativas destes dois grupos refletem a redução das alíquotas de ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre combustíveis, energia elétrica e comunicações aplicadas a partir da Lei Complementar 194/22, sancionada no final de junho pelo governo federal.

Alimentação mais cara

Dentre os seis grupos pesquisados que tiveram variação positiva em julho, somente dois aceleraram na comparação com junho, sendo a mais intensa registrada em Alimentação e Bebidas – passou de 0,25% para 1,16%. Já o grupo de Despesas Pessoais acelerou de 0,54% para 0,79%

O que mais contribuiu para a aceleração de Alimentação e Bebidas foi a alta de 22,27% sobre o preço médio do leite longa vida, produto que no ano já acumula alta de 57,42%. Com isso, derivados do leite também tiveram aumento, como o requeijão (4,74%), manteiga (4,25%) e queijo (3,22%).

* Com informações do IBGE e do G1

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