Inca, hospital de referência no tratamento de câncer, sofreu ataque hacker que afetou ao menos 150 pacientes

Setor de radioterapia do Hospital do Câncer 1, no Centro do Rio, também foi paralisado. O serviço foi retomado apenas na noite desta terça-feira

A Polícia Federal (PF) investiga um ataque hacker contra o Instituto Nacional do Câncer (Inca), realizado no último sábado. O atentado virtual afetou, principalmente, os serviços de radioterapia. Até o início da noite de hoje, o sistema do Hospital do Câncer 3, em Vila Isabel, na zona norte do Rio de Janeiro, esteve fora do ar. A unidade é especializada em câncer de mama.

A invasão aos sistemas do instituto foi detectada no sábado de manhã, no setor de hemoterapia, que faz a coleta e triagem de sangue. Funcionários tentaram incluir novas informações no sistema, mas tiveram o acesso negado. A partir disso, equipes de tecnologia da informação e de segurança foram acionadas.

O setor de radioterapia do Hospital do Câncer 1, no Centro do Rio, também foi paralisado. O serviço foi retomado apenas na noite desta terça-feira (30). A unidade é onde há a maior demanda pelo tratamento, que consiste no uso de radiações ionizantes, como o raio-X, para destruir um tumor ou impedir que suas células cancerígenas avancem pelo corpo.

Ao todo, o Inca estima que entre 150 e 200 pacientes tenham sido afetados pelo ataque. Como ainda não houve o estabelecimento total dos sistemas, todas as consultas médicas estão sendo feitas sem acesso à nuvem.

“As consultas, exames, tratamentos de quimioterapia e cirurgias agendadas estão acontecendo normalmente”, disse o instituto, em nota. “As marcações de consultas subsequentes serão normalizadas em breve, após o restabelecimento dos sistemas”.

O instituto informou que recebeu o reforço de especialistas de tecnologia do Instituto Nacional de Traumato Ortopedia (Into) e do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), além das empresas que já prestam serviço às unidades afetadas.

O Inca também afirmou que os dados armazenados no sistema não foram danificados e disse que os hackers não tiveram acesso a eles. O instituto disse ainda que “reforça o compromisso de revisão dos sistemas para assegurar o atendimento dos pacientes com qualidade”.

O instituto é ligado ao Ministério da Saúde e pontuou não ter informações sobre o que poderia ter motivado o ataque hacker nem se os suspeitos do atentado já foram identificados. A Polícia Federal disse que não comenta investigações em andamento.

Com informações da Folha de S. Paulo.

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