O governador Cláudio Castro solicitou ao presidente Lula, em recente encontro em Brasília, a estadualização da gestão do Hospital Federal da Lagoa. O ideia é transformá-lo numa unidade de referência em atendimentos oncológicos. Hoje o hospital atende pacientes em várias especialidades tendo apenas seis leitos de internação para pessoas com câncer.
— Falei para o presidente sobre a necessidade de universalizarmos a oncologia no Rio. Queremos, portanto, estadualizar o Hospital da Lagoa para torná-lo um grande centro oncológico. E assim desafogar os atendimentos no Inca (Instituto Nacional do Câncer), que está operando acima de sua capacidade — disse Castro.
O futuro Instituto Estadual do Câncer, estima a Secretaria estadual de Saúde, representaria um aporte entre R$ 250 milhões e R$ 300 milhões por ano, que seria arcado pelo estado, apesar da previsão de dificuldades de caixa nos próximos anos. O custo calculado é quase o triplo do atual — R$ 100 milhões, bancado pelo Ministério da Saúde.
Hoje há uma fila de espera por vários procedimentos oncológicos no estado. Dados de ontem do Sistema Estadual de Regulação (SER) mostram que 231 pessoas aguardam, por exemplo, uma primeira consulta para planejar os procedimentos de radioterapia — algumas delas há cerca de cinco anos. Por sua vez, existem 289 pacientes à espera da primeira consulta ambulatorial em proctologia. O primeiro entrou na fila em 26 de novembro de 2022.





