ex-procurador Deltan Dallagnol publicou nesta quarta-feira, em sua conta no X (antigo Twitter), a frase “In Fux we Trust”. A expressão foi revelada originalmente pelo vazamento de mensagens de integrantes da Operação Lava Jato e, na época, simbolizava a confiança que a força-tarefa depositava no ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A frase reaparece agora em um novo contexto: o julgamento da suposta tentativa de golpe de Estado, que tem o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados como réus. Para setores do bolsonarismo, Fux seria hoje uma espécie de “contrapeso” dentro do Supremo, alimentando a percepção de que sua posição pode favorecer a defesa dos acusados.
Deltan, em seu posto, chegou a distorcer o que está ocorrendo no STF e disse que o voto de Fux havia anulado o julgamento. Mas logo depois, disse que o ministro deverá ser voto vencido.
O gesto de Dallagnol ganhou repercussão imediata nas redes sociais. Para críticos, a publicação representa mais um movimento de aproximação entre o ex-procurador e a base bolsonarista, que há meses tenta transformar os ministros do STF em personagens centrais de sua narrativa política. Já apoiadores enxergam na frase uma reafirmação de confiança em Fux em meio a um tribunal dividido.
Bordão reaparece em novo contexto
O histórico da expressão ajuda a dimensionar a polêmica. Durante a Lava Jato, “In Fux we Trust” era utilizado para se referir a decisões do ministro consideradas favoráveis à operação. Com o tempo, o termo se consolidou como um símbolo de alinhamento e expectativa de respaldo no STF. A retomada do bordão, agora em outro cenário de grande tensão política, reacende a discussão sobre o peso da Corte na definição do destino de Bolsonaro.






Deixe um comentário