Um imigrante ganês, retido na área restrita do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, faleceu após sofrer um infarto, segundo informações da Polícia Federal (PF) e do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
O incidente ocorreu em 11 de agosto, quando o homem, que estava impedido de entrar no Brasil por falta de documentos, passou mal e recebeu atendimento médico no local antes de ser transferido para o Hospital Geral de Guarulhos, onde faleceu dois dias depois.
O imigrante estava na condição de inadmitido desde 8 de agosto, aguardando a decisão sobre sua situação. O MJSP informou que acionou o Itamaraty para tentar localizar os familiares do falecido através das repartições consulares de Gana.
Defensoria Pública denunciou “violação de direitos humanos”
A Defensoria Pública da União (DPU) visitou a área restrita do terminal 3 do aeroporto em 15 de agosto e relatou “reiteradas situações de violação de direitos humanos”. A DPU constatou a presença de crianças, adolescentes e adultos dormindo no chão, sem cobertores adequados para enfrentar o frio, além de uma crescente necessidade de atendimento médico, com muitos apresentando sintomas gripais.
O relatório da DPU também denunciou a restrição de apoio aos imigrantes retidos, apontando que a supervisão do aeroporto proibiu qualquer assistência adicional, como levar os inadmissíveis para comprar água, café ou medicamentos.
A PF informou que desde julho houve um aumento no fluxo de viajantes que, ao chegarem em trânsito internacional, optam por não regressar aos seus países de origem e acabam solicitando refúgio, mesmo sem a documentação necessária.
Com informações do Metrópoles





