Na cédula eleitoral divulgada pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) , as imagens do presidente Nicolás Maduro dominam o espaço, aparecendo 13 vezes, distribuídas na primeira fileira e mais três na segunda, todas à esquerda. Enquanto isso, Manuel Rosales, principal rival de Maduro nesse pleito, figura em apenas três ocasiões.
O “tarjetón”, como é conhecido o documento, é organizado em quatro fileiras e dez colunas, onde os 37 partidos inscritos no conselho foram posicionados, juntamente com a foto dos candidatos, que totalizam 13 nesta eleição.
Segundo o vice-presidente do CNE, Carlos Quinteiro, citado pelo El Pitazo, a ordem das lacunas foi determinada com base no número de votos nas eleições parlamentares de 2020. Essa decisão foi contestada pelo Brasil, outros 15 países das Américas e pela União Europeia.
Na fileira de maior destaque, estão o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), governista, seguido pelos partidos que apoiam a candidatura de Maduro. Os partidos da situação também ocupam espaços nas fileiras seguintes.

Considerado um candidato “mais viável para o governo” pelos analistas, Manuel Rosales, governador do estado de Zulia, aparece na terceira fileira, sétima coluna, pelo partido Um Novo Tempo (UNT). Sua imagem também é apresentada em outras duas ocasiões, na mesma coluna, representando o Movimento por Venezuela (MPV) e a Força Vicinal.
Edmundo González Urrutia, embaixador indicado pela Mesa de Unidade Democrática (MUD), está na segunda linha, quinta coluna, aparecendo apenas uma vez na cédula.
A escolha de Urrutia foi feita para preservar a sigla do MUD, enquanto a coalizão e Maria Corina Machado, principal opositora de Maduro, correm para escolher um candidato definitivo. A oposição denunciou dificuldades para registrar Corina Yoris, candidata indicada por Machado como sua substituta.
O CNE estabeleceu o prazo de 20 de abril para o registro do candidato definitivo. De acordo com o conselho, o sistema de votação na Venezuela é totalmente automatizado e auditável.
As eleições venezuelanas foram agendadas para 28 de julho, coincidindo com o aniversário do ex-presidente Hugo Chávez. Países vizinhos, incluindo o Brasil, manifestaram preocupação com o pleito, que deverá garantir mais seis anos ao chavismo, no poder há quase um quarto de século.
Em 2018, quando Maduro foi reeleito presidente, várias organizações e países, incluindo os EUA, a UE, a OEA e a União Africana, enviaram missões de observação para monitorar o processo eleitoral.
Com informações de O Globo






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