Assassinada na última quinta-feira em um imóvel de luxo no Flamengo, na Zona Sul do Rio, a aposentada Martha Maria Lopes Pontes, de 77 anos, foi casada com um importante nome da diplomacia nacional. Mario da Graça Roiter, com quem a idosa teve duas filhas, chegou a ser embaixador brasileiro no Kuwait e no Bahrein, ambos no Oriente Médio, e em Honduras, na América Central. Martha foi morta na companhia de Alice Fernandes da Silva, de 51 anos, que trabalhava como diarista para a aposentada há mais de duas décadas.
Mario da Graça Roiter formou-se como diplomata no Instituto Rio Branco na segunda metade da década de 70. Ele também ocupou postos diplomáticos em Milão, na Sérvia, em Porto Rico e em Atlanta, nos Estados Unidos, entre outros. A filha caçula do casal, inclusive, nasceu em Washington, a capital norte-americana, no ano de 1974.
Após a separação, Mario casou-se pela segunda vez em 2009. Ele morreu há menos de dois meses, aos 80 anos, no dia 25 de abril, no Rio de Janeiro. Na ocasião, a Associação e Sindicato dos Diplomatas Brasileiros divulgou uma nota em que manifestava “grande pesar” pelo falecimento do embaixador. Além das duas filhas, Martha Maria e Roiter também deixaram três netos.
Nesta sexta-feira, um dia depois do crime, Jhonatan Correia Damasceno, de 32 anos, foi preso em Acari, na Zona Norte do Rio, por ligação com a morte das duas mulheres.
Ele confessou participação nos assassinatos, mas afirmou que a ideia de matar as vítimas partiu do comparsa, identificado como Willian Oliveira Fonseca, que também teve a prisão decretada e é considerado foragido. A polícia suspeita que ele também esteja escondido na comunidade de Acari.
Segundo a investigação, tanto Jhonatan quanto o pai dele já haviam prestado outros serviços para Martha Maria, bem como em outros apartamentos do prédio, conhecendo bem os moradores. Na tarde do crime, ele e Willian interfonaram para a residência da idosa, e tiveram a subida liberada por ela. No local, ainda de acordo com a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), responsável pelo inquérito, a dupla fez a patroa e a diarista reféns.
Jhonatan, então, deixou o imóvel e seguiu para um banco próximo, enquanto Willian mantinha as mulheres em cárcere. Na agência, o suspeito fez três saques de R$ 5 mil em nome de Martha Maria, devidamente autorizados por ela, que permanecia rendida, em casa. Ao retornar, a dupla teria decidido executar as duas vítimas. O suspeito preso não tinha passagens pela polícia, mas, segundo a DHC, Willian possui extensa ficha criminal.






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