Ibejis e erês: Galpão Bela Maré tem programação grátis em setembro

O Galpão Bela Maré, espaço cultural do Observatório de Favelas, terá uma programação gratuita ao longo de setembro com atividades de artes visuais, cinema, literatura, oficinas e ações educativas. Entre os destaques estão uma exposição sobre diferentes formas de representar favelas e periferias e uma série de atividades dedicadas às infâncias e às celebrações de…

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O Galpão Bela Maré, espaço cultural do Observatório de Favelas, terá uma programação gratuita ao longo de setembro com atividades de artes visuais, cinema, literatura, oficinas e ações educativas. Entre os destaques estão uma exposição sobre diferentes formas de representar favelas e periferias e uma série de atividades dedicadas às infâncias e às celebrações de ibejis, curumins e erês.

Um dos principais destaques é a exposição “Tudo começa pelo território”, que reúne trabalhos de artistas, fotógrafos, pesquisadores e realizadores do audiovisual que retratam as favelas e periferias a partir de diferentes perspectivas. A mostra faz parte das comemorações pelos 25 anos do Observatório de Favelas e é realizada em parceria com o Imagens do Povo.

A exposição pode ser visitada com mediação às terças e quintas-feiras, às 14h. A atividade precisa ser agendada previamente pelo e-mail educativo.belamare@observatoriodefavelas.org.br e pode ser realizada individualmente ou em grupo.

Literatura e formação

A programação literária começa no dia 1º de setembro, com a escritora Cristiane de Souza, autora de Morro das Almas. No encontro, a autora conversa com o público sobre temas presentes no livro, que acompanha a trajetória de Janaína em uma comunidade do Rio de Janeiro e aborda questões relacionadas a memória, identidade e vida em territórios populares.

No dia 10, a oficina “Rouanet nas Favelas” promove uma conversa sobre o mecanismo de incentivo à cultura. Já o Sinalário do Bela, iniciativa online que apresenta mensalmente termos da Língua Brasileira de Sinais relacionados às artes e à cultura, terá uma edição no dia 28, com conteúdo dedicado à palavra “criatividade”.

Cinema para crianças e famílias

O cinema também integra a programação. No dia 23 de setembro, o CineBela, em parceria com o CineSesc, exibe o filme “Zarafa”, dirigido por Rémi Bezançon e Jean-Christophe Lie.

Voltada ao público infantojuvenil e seus familiares, a animação acompanha Maiki e a girafa Zarafa em uma viagem do Sudão até Paris. Após a sessão, haverá uma roda de conversa sobre a importância da contação de histórias durante a infância.

Ibejis, curumins e erês

A programação de setembro também reserva espaço para atividades relacionadas à ancestralidade e às tradições afro-brasileiras e indígenas.

No dia 26, o Onipé Ibeji começa às 13h e terá distribuição de caruru e cachorro-quente, jogos, brincadeiras, karaokê, atividades do CineBela, celebração dos Ibejis e show de Preta Queen B Rull. A programação destaca os Ibejis como Orixás Crianças e suas tradições de celebração nos meses de setembro e outubro.

Outra atividade é a oficina “Recordar o Eu”, no dia 8. A proposta relaciona infância, memória e criação a partir das referências dos Ibejis. Os participantes serão convidados a compartilhar memórias afetivas e transformá-las em máscaras feitas com papelão, tintas, tecidos e papéis coloridos. A atividade também inclui exercícios corporais de caminhada, respiração e expressão.

No dia 14, o Espaço de Leitura Indica terá uma edição online sobre tradições afro-brasileiras e indígenas ligadas às celebrações de crianças, erês e curumins. Entre as obras apresentadas estão Awani, de Carolina Cunha, e O Presente de Jaxy Jaterê, de Olívio Jekupe.

Já no dia 17, o CineBela Celebrações apresenta os curtas Ibejis, de Kallyane Nery, e Ibeji Ibeji, de Victor Rodrigues. Depois da sessão, haverá uma conversa com Pâmela Carvalho, pesquisadora e ativista que trabalha com temas ligados à cultura, relações raciais e educação nas favelas.

Fechando a programação voltada às crianças, o Espaço de Leitura Contação, no dia 24, apresenta O Caderno de Rimas do João, de Lázaro Ramos. O livro acompanha João, um menino negro que usa a poesia para registrar experiências e descobertas. A atividade aborda imaginação, expressão, ancestralidade e representatividade negra.

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