A sede do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), na Praça XV, no Centro do Rio, acaba de concluir a primeira etapa de um processo de revitalização que devolveu ao edifício características originais de sua arquitetura art déco. Construído em 1933, durante o governo de Getúlio Vargas, o imóvel passou por obras de restauração da fachada e recuperação de elementos históricos que haviam sido encobertos por intervenções realizadas ao longo das décadas.
Localizado em frente à Igreja do Carmo, na esquina da Rua Primeiro de Março, o prédio ganhou destaque na paisagem da região após a instalação de um grande letreiro do órgão. As intervenções também incluíram a retirada de estruturas que escondiam partes da construção e a recuperação de detalhes arquitetônicos originais.
Além do valor arquitetônico, o edifício carrega relevância histórica por ter abrigado o antigo Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA), órgão criado na década de 1930 para regular a produção sucroalcooleira no país.
Com a conclusão da primeira fase das obras, o Ibama já planeja ampliar a utilização do espaço. A proposta é abrir o espaço para atividades culturais e ações de educação ambiental voltadas ao público.
Entre os projetos em estudo estão a criação de um café literário integrado a uma biblioteca especializada em meio ambiente e a adaptação de um auditório para funcionar como sala de cinema destinada à exibição de documentários e produções relacionadas à sustentabilidade e à conservação da natureza.
A expectativa do órgão é que o prédio passe a receber mais visitantes e contribua para a movimentação cultural da Praça XV e de seu entorno, uma das áreas mais históricas do Centro da cidade e que nos últimos anos tem recebido novos equipamentos culturais, projetos de reocupação urbana e iniciativas voltadas à valorização do patrimônio histórico carioca.





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