O motorista preso em flagrante na tarde de ontem depois de atropelar bolsonaristas que bloqueavam uma rodovia em Mirassol (interior de São Paulo) estava acompanhado da mãe quando, segundo depoimento dele, foi xingado e agredido pelos manifestantes. “Com medo”, decidiu romper o bloqueio, atropelando os manifestantes e deixando 17 pessoas feridas, duas delas em estado grave.
As informações são do UOL.
As informações sobre o depoimento foram repassadas ao UOL pela delegacia de polícia de Mirassol, cidade do noroeste paulista, a 464 km da capital.
De acordo informações passadas pela polícia, o motorista de 28 anos é professor e se chama Israel. O nome completo não foi divulgado. Ele trafegava pela rodovia Washington Luís quando se deparou com o bloqueio na pista. Depois de reclamar do protesto, disse à polícia que foi xingado por bolsonaristas de “bicha” e “petista” antes de ser agredido.
Como estava acompanhado da mãe dentro do carro, afirmou que ficou com medo e por isso decidiu romper o bloqueio, segundo a polícia. Israel só não foi linchado porque os policiais o protegeram antes de encaminhá-lo para a delegacia, onde foi preso e indiciado por tentativa de homicídio de 17 pessoas.
“Esse foi o depoimento dele. A veracidade das declarações serão investigadas”, disse a Polícia Civil. “Não sabemos se ele foi agredido antes ou depois do atropelamento.”
Depois que o professor deixou o local, os manifestantes chutaram e viraram o carro de Israel, que foi recolhido à base da polícia rodoviária.
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