Um homem foi morto a facadas dentro da UPA de Senador Camará, na Zona Oeste do Rio, na madrugada desta quarta-feira (18). O ataque ocorreu dentro da unidade de saúde e deixou outras duas pessoas feridas. O suspeito, Yago de Lima, foi preso em flagrante logo após o crime.
A vítima fatal foi identificada como Rafael Ferreira dos Santos, que estava na UPA acompanhando uma parente, Cristina Matheus de Mello. Segundo a polícia, o agressor invadiu o local com a intenção de atacar a esposa, Cristina, com quem teria se desentendido horas antes.
De acordo com informações das polícias Civil e Militar, Yago entrou na unidade e agrediu a mulher com tapas no rosto. Em seguida, desferiu golpes de faca na altura do tórax dela. Ainda segundo a investigação, ele esfaqueou outras duas pessoas no local.
Rafael, que teria tentado proteger Cristina durante o ataque, foi atingido e não resistiu aos ferimentos. Ele morreu dentro da unidade de saúde.
Cristina foi socorrida e transferida para o Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, onde permanece internada em estado grave.
O suspeito foi contido por policiais militares e levado para a 34ª DP (Bangu). Ele foi autuado em flagrante por homicídio. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).
Briga começou em bloco de Carnaval
Segundo relatos, a sequência de violência teria começado durante um bloco de Carnaval, onde o casal se envolveu em uma discussão. Após a mulher ser agredida pelo companheiro, o filho dela interveio e acabou ferido a faca.
Cristina também foi atacada e socorrida por vizinhos. O agressor, então, seguiu até a UPA, onde o enteado estava sendo atendido, com a suposta intenção de continuar as agressões. Durante a confusão na unidade, parentes tentaram impedir o ataque, momento em que Rafael foi morto.
Secretaria de Saúde classifica ato como “bárbaro”
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde afirmou que o episódio é “bárbaro e inaceitável” e destacou que unidades de saúde são espaços de cuidado e acolhimento, que não podem se tornar palco de violência.
O caso reacende a preocupação com a segurança em hospitais da Zona Oeste. Em setembro do ano passado, criminosos armados invadiram o Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz, para tentar executar um paciente que passava por cirurgia. Na ocasião, o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, afirmou que o episódio evidenciava a fragilidade da segurança pública no estado.






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