O homem acusado de espancar e matar a própria mãe, em 2021, na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio, foi condenado a 19 anos, 2 meses e 9 dias de prisão pelo Tribunal do Júri. A decisão reconheceu que Igor Gomes Moraes Alves cometeu o crime em contexto de violência doméstica e familiar, configurando feminicídio, além de furtar os pertences da vítima após o assassinato. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) informou que vai recorrer para pedir o aumento da pena.
A condenação foi obtida pela 2ª Promotoria de Justiça junto ao I Tribunal do Júri da Capital, que sustentou a acusação durante o julgamento realizado nesta terça-feira (28). Segundo o MPRJ, o réu foi condenado por todas as qualificadoras e causas de aumento de pena apresentadas pela acusação.
De acordo com as investigações, o crime ocorreu no apartamento da vítima, Lúcia Regina Gomes Alves, de 70 anos, na Barra da Tijuca. A idosa foi agredida com socos e chutes no rosto e também asfixiada após uma discussão sobre uma possível internação do filho em uma clínica de reabilitação.
Na época dos fatos, Igor Gomes Moraes Alves tinha 29 anos, era formado em Direito e havia acabado de deixar a prisão, onde respondia por tráfico de drogas. Segundo o Ministério Público, ele foi libertado depois que a mãe pagou a fiança para que pudesse deixar a cadeia.
Horas após ser solto, o acusado atacou a própria mãe dentro do apartamento. Após o homicídio, ainda furtou uma bolsa contendo documentos, dinheiro e outros pertences pessoais da vítima, conforme consta na denúncia apresentada pelo MPRJ.
O Ministério Público destacou que o assassinato ocorreu em contexto de violência doméstica e familiar contra uma mulher idosa, circunstâncias que caracterizam o crime de feminicídio e aumentam a gravidade da conduta.
Embora a Justiça tenha fixado a pena em mais de 19 anos de prisão, a Promotoria informou que já recorreu da dosimetria da pena para buscar uma punição mais severa ao condenado.




Deixe um comentário