Hospital Pedro Ernesto vai ampliar atendimento com apoio do governo Lula

Governador em exercício Ricardo Couto afirma que o Ministério da Saúde atendeu ao pedido do Estado para ampliar a capacidade do Hospital Universitário Pedro Ernesto. Governo ainda não informou o valor do investimento nem quando as intervenções serão realizadas

O Hospital Universitário Pedro Ernesto deverá ampliar sua capacidade de atendimento com apoio do Ministério da Saúde. O anúncio foi feito nesta terça-feira (28) pelo governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Hospital Federal do Andaraí, na Zona Norte da capital.

Segundo Couto, o reforço à unidade atende a uma solicitação apresentada pelo secretário estadual de Saúde, Manoel Damião, ao Ministério da Saúde. Apesar da confirmação do apoio federal, não foram divulgados o valor do investimento nem o cronograma para a execução das intervenções.

Pedido do Estado foi atendido

Durante a cerimônia, realizada para apresentar novos investimentos na rede federal de saúde do Rio de Janeiro, Ricardo Couto afirmou que o governo federal aceitou o pedido do Estado para fortalecer a estrutura do Hospital Pedro Ernesto.

“A União estará ajudando o Hospital Pedro Ernesto a ampliar suas portas de atendimento. O pedido foi feito pelo secretário Manoel Damião e já foi atendido”, afirmou Ricardo Couto.

No discurso, o governador em exercício também destacou a parceria entre os governos federal e estadual na área da saúde e defendeu a atuação conjunta entre União, Estado e municípios para ampliar o acesso da população aos serviços públicos de saúde.

Unidade enfrentou crise em 2025

O anúncio ocorre pouco mais de um ano após o Hospital Universitário Pedro Ernesto enfrentar uma crise provocada pela desativação de um Centro de Tratamento Intensivo (CTI) com 15 leitos criados durante a pandemia da Covid-19.

Na época, a direção da unidade informou que a medida foi adotada devido à necessidade de contenção de despesas após o encerramento do projeto que financiava a equipe responsável pelo funcionamento do setor.

Um ofício assinado pelo então diretor-geral do hospital, Rui de Teófilo, determinou o fechamento gradual do CTI. As novas internações foram suspensas e, à medida que os pacientes recebiam alta, os leitos eram desativados para que o espaço fosse transformado em enfermarias.

A Secretaria de Estado de Saúde informou, naquele período, que atendeu a uma solicitação da direção da unidade e afirmou que os equipamentos seriam reaproveitados pelo próprio hospital. Já a direção do Pedro Ernesto sustentou que o CTI havia sido criado para atender pacientes no período pós-pandemia e que a reorganização fazia parte da adequação da assistência às necessidades da rede.

Investimentos ainda serão detalhados

Embora tenha confirmado que o Ministério da Saúde dará apoio à ampliação do Hospital Pedro Ernesto, Ricardo Couto não informou o valor dos recursos nem o cronograma das obras.

Também não foram divulgados detalhes sobre o número de novos leitos, os setores que serão beneficiados ou o prazo para conclusão das intervenções.

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