Rodrigo Vilela
Não demorou para que o lançamento da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência, em 2026, trouxesse impactos para a política fluminense. Menos de uma semana depois, o deputado Hélio Lopes, que usa nas urnas a alcunha de Hélio Bolsonaro, se coloca para o partido como possível candidato a ocupar a vaga deixada pelo filho de Jair Bolsonaro ao Senado pelo Rio. Hélio já levou o pedido para que o seu nome seja considerado em pesquisas de opinião ao presidente do partido, Valdemar Costa Neto, e a próprio Flávio, que está mais empoderado do que nunca.
Mas, acha que essa é a única cartada dele? É claro que não. Caso não consiga se cacifar pelo Rio, Hélio pretende se lançar à Casa Alta por Roraima. Ele pede para que seu nome também seja testado no estado da região norte. O deputado acredita que, usando o célebre sobrenome nas urnas, pode ter sucesso com a troca de domicílio eleitoral, a exemplo do que ocorre com Carlos Bolsonaro. Hélio ainda poderia se valer do mote de ser, possivelmente, o único candidato negro do bolsonarismo nas próximas eleições.
Hélio sabe a importância de levar o sobrenome nas urnas: eleito em 2018 como o candidato com mais votos no Rio, ele teve mais de 200 mil votos a menos em 2022. É que em 2018, o parlamentar usava o nome de Bolsonaro nas urnas. Segundo o resultado oficial do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Lopes teve 132.986 nas últimas eleições. Em 2018, a quantidade de eleitores que votaram nele foi de 345.234 pessoas.







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