Havaí, Japão e Rússia reduzem alertas de tsunami após forte terremoto

Tremor no extremo leste russo foi o mais intenso registrado desde 2011, e disparou alertas em toda a bacia do Pacífico

As autoridades do Havaí, do Japão e da Rússia reduziram nesta quarta-feira (30) os alertas de tsunami emitidos após um terremoto de magnitude 8,8 atingir a Península de Kamchatka, no extremo leste russo. O tremor, o mais intenso registrado desde 2011, provocou ondas que alcançaram as costas dos três países e chegou a disparar alertas em toda a bacia do Pacífico.

No Japão, a Agência Meteorológica rebaixou o nível de risco de “alerta” para “aviso preventivo”, indicando que, apesar de o perigo ainda existir, ele é considerado menos grave. A Rússia suspendeu os alertas nas regiões de Severo-Kurilsk, Sakhalin e Kamchatka, segundo veículos da imprensa local. No Havaí, o Centro de Alerta de Tsunami do Pacífico (PTWC) informou que não há expectativa de grandes ondas no arquipélago, embora ainda haja risco de alterações no nível do mar e de correntes perigosas.

“Com base em todos os dados disponíveis, não se espera que um grande tsunami atinja o estado do Havaí. No entanto, mudanças no nível do mar e fortes correntes podem ocorrer ao longo de todas as costas, representando risco para banhistas, embarcações e pessoas em áreas costeiras”, informou o comunicado do PTWC, órgão ligado ao Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA.

Inicialmente, o terremoto gerou alertas para diversas áreas do Pacífico, incluindo América do Norte, América Central e ilhas ao sul, em direção à Nova Zelândia. As autoridades advertiram que o risco de tsunami pode se estender por mais de 24 horas após o evento principal.

Tremor entra para a lista dos mais fortes do século

Segundo o Instituto de Geociências (Igeo) da Espanha, o abalo sísmico desta quarta-feira só foi superado, neste século, pelo terremoto de Tohoku, no Japão, em 2011, que atingiu magnitude 9,1.

O Igeo explicou que fenômenos como esse são comuns em zonas de subducção, onde uma placa tectônica desliza sob outra. O tremor de Kamchatka foi causado por um “mecanismo de falha inversa”, típico da movimentação da placa do Pacífico sob a placa da América do Norte — um processo contínuo, com deslocamento médio de 75 milímetros por ano.

O terremoto foi precedido por um sismo de magnitude 7,4, ocorrido em 20 de julho, agora classificado como uma “réplica antecipada”. Desde então, foram registradas ao menos 10 réplicas acima de magnitude 5, sendo a mais forte de 6,9.

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