O grupo militante Hamas divulgou neste fim de semana um vídeo da soldado israelense Liri Albag, que está sendo mantida refém pelo grupo desde outubro de 2023.
No vídeo, com três minutos de duração e que não foi revelado publicamente a pedido da família, Liri, de 19 anos, menciona que está detida há 450 dias, embora não haja confirmação exata sobre a data em que o vídeo foi gravado. Ela faz um apelo ao governo de Israel, solicitando uma ação para libertar os reféns.
Liri foi sequestrada pelo Hamas no dia 7 de outubro, junto com outras seis recrutas, em uma base militar israelense próxima à fronteira com a Faixa de Gaza.
Os pais de Liri relataram que o vídeo “despedaçou o coração” deles. “Esta não é a filha e a irmã que conhecemos. Seu grave sofrimento psicológico é evidente”, disse a família.
Há meses, as famílias dos reféns se reúnem semanalmente para pressionar o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a alcançar um acordo de cessar-fogo que possibilite o retorno de seus entes queridos.
“Exigimos do primeiro-ministro e do ministro da defesa que a equipe de negociação não retorne sem um acordo. Entendemos pelas palavras deles que eles estão dispostos a fazer um acordo e trazer todos os reféns para casa”, declarou Shira Albag, mãe de Liri.
Em resposta à divulgação do vídeo pelo Hamas, Netanyahu afirmou que Israel continua trabalhando incansavelmente para trazer os reféns de volta para casa. “Qualquer um que ouse fazer mal aos nossos reféns será totalmente responsável por suas ações”, declarou o primeiro-ministro.
O genocídio que Israel comete na Faixa de Gaza teve início no dia em que Albag foi capturada — 7 de outubro de 2023 — após o grupo militante invadir comunidades na fronteira com Gaza, matando cerca de 1.200 pessoas, a maioria civis, e sequestrando aproximadamente 250.
Como resposta, a ofensiva israelense resultou na morte de pelo menos 45.717 palestinos em Gaza, de acordo com o Ministério da Saúde local, que afirma que mulheres e crianças representam mais da metade dos mortos.
Atualmente, cerca de 100 reféns israelenses continuam em Gaza, embora se estime que pelo menos um terço deles tenha morrido, alguns devido a ações violentas das próprias Forças de Defesa de Israel.
Com informações do g1.





